A médica internista Sandra Braz foi a primeira profissional de saúde a ser vacinada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dando início ao processo de vacinação contra a covid-19 no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN).

O processo teve início às 10:30 no piso 9 do no Hospital de Santa Maria, onde está localizado o Centro de Vacinação, com a vacinação da coordenadora da Unidade de Internamento de Contingência da Infeção Viral Emergente.

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A vacinação começou um dia depois do primeiro lote com 9.750 vacinas, desenvolvida pela Pfizer-BioNTech, ter chegado a Portugal e que se destina aos profissionais de saúde dos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central.

Para o presidente do CHULN, Daniel Ferro, as primeiras vacinas serem destinadas aos profissionais de saúde “é um reconhecimento daqueles que todos os dias enfrentam o risco mais elevado da pandemia” de covid-19.

Trata-se de profissionais da linha de frente, que todos os dias na urgência, nas enfermarias, nos cuidados intensivos ou a fazer testes destinam todo o seu tempo aos doentes com maior risco, mas também aos doentes que por vezes precisam de “cuidados mais leves” e que são seguidos preferencialmente no domicílio, disse Daniel Ferro à agência Lusa.

A escolha de Sandra Braz para ser a primeira profissional de saúde a ser vacinada no CHULN, que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, deveu-se ao facto de estar “na linha da frente” com os doentes, mas também de ter “a responsabilidade de coordenar todas as equipas”.

A doutora Sandra Braz tem tido uma responsabilidade acrescida, enquanto profissional e enquanto coordenadora do núcleo de internamento de covid-19, que tem assistido milhares de doentes e, portanto, é provavelmente a área com mais pressão em termos de doentes de internamento”, salientou Daniel Ferro.

O responsável destacou ainda a importância da vacinação: “é muito importante que, além da autoproteção, das medidas organizacionais de proteção, acresça agora uma vacina que os protege biologicamente, não a 100%”, mas que os deixa “obviamente mais protegidos”.

Sobre quantos profissionais vão ser vacinados, avançou que nesta fase serão quase dois mil. Seguir-se-ão outras fases, em função do número de vacinas que forem sendo alocadas aos hospitais, em que se espera vacinar, pelo menos, cerca de 5.500 profissionais.

Segundo o presidente do centro hospitalar, a adesão dos profissionais à vacina “foi ótima”, tendo havido grupos com taxas acima dos 90%, o que significa que “houve da parte das pessoas o reconhecimento e a consciência de que é importante este ato”.

A vacinação além de ser “um ato de proteção, é um ato de cidadania” em que, afirmou, “nos protegemos a nós, às nossas famílias, mas também a sociedade”.

Para Daniel Ferro, esta vacina permite encarar “o futuro com muito mais confiança, com uma luz de esperança”, mas defendeu que é preciso manter “as regras apertadas e sentir que à medida que o tempo avançar” a população vai ficando cada vez mais protegida desta epidemia que, a partir de agora, “terá um fim à vista, seja em julho ou seja em novembro”, mas isso acontecerá.

O primeiro lote de vacinas será reforçado com a antecipação da entrega de mais 70.200 doses, que têm chegada prevista para segunda-feira, elevando o total disponível para administração até ao final do ano para 79.950 vacinas, segundo o Ministério da Saúde.

/ CE - Notícia atualizada às 13:12