Os laboratórios Unilabs adiantaram esta quarta-feira à Lusa estarem à “inteira disposição das autoridades” para reabrir ou encerrar definitivamente o centro de vacinação do Queimódromo, no Porto, onde a vacinação foi suspensa na semana passada devido a problemas de refrigeração.

Respeitamos e compreendemos a importância dos inquéritos em curso, com os quais estamos a colaborar, para que se dissipem quaisquer dúvidas relativamente a todos os temas em questão, nomeadamente no que diz respeito ao funcionamento rigoroso do centro, e em função disso estamos à inteira disposição das autoridades, da ARS Norte e da `task-force´ para o reabrir ou para o encerrar em definitivo, de acordo com o que as autoridades entendam como mais apropriado”, sublinhou a Unilabs, em comunicado.

A 'task-force' adiantou hoje que só reabre este centro de vacinação depois de perceber as causas do problema e do atraso na participação da ocorrência.

Mal foi conhecida pela `task-force´, esta ocorrência foi “de imediato” encaminhada para a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), Polícia Judiciária (PJ) e Administração Regional de Saúde (ARS) Norte, tendo sido aberto um inquérito que se encontra em curso.

Segundo a `task-force´, um dos focos do inquérito é entender o porquê do atraso na notificação da ocorrência, uma vez que ela só teve conhecimento do sucedido no final da tarde de 11 de agosto, através da ARS Norte, apesar de a situação ter ocorrido a 09 e 10 de agosto.

Na nota de imprensa, a Unilabs recordou ter havido uma quebra na cadeia de frio que foi detetada a 10 de agosto, ao início da tarde, sendo reportada nessa altura ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Ocidental.

Assim que tivemos visibilidade desta situação comunicámos imediatamente ao ACES Ocidental – entidade presente em permanência no local - que colocou as vacinas de quarentena, de forma imediata, como estipulam os procedimentos. A inoculação de vacinas desse lote foi suspensa de imediato”, referiu.

O ACES Ocidental fez chegar novas vacinas ao centro de vacinação, o que permitiu continuar o processo de vacinação, acrescentou.

“Após a comunicação inicial às autoridades no local, e ainda na terça-feira, dia 10, foi pedido pelas mesmas, neste caso pelo ACES Ocidental, a preparação de uma análise compreensiva de todos os acontecimentos ocorridos para ser entregue durante o dia seguinte, quarta-feira, dia 11, por forma a perceber com clareza, e na posse de todos os factos, o que aconteceu e uma linha temporal clara dos factos ocorridos”, salientou a Unilabs.

De dia 10 a dia 11 de agosto, a Unilabs reviu os circuitos e os procedimentos para eliminar a possibilidade da falha ocorrida poder voltar a acontecer, vincou.

“Nunca deixámos de comunicar a todo o momento com as entidades a quem o centro de vacinação reporta numa base diária, com o ACES Ocidental e com a ARS Norte, o que se passou e toda a informação nova que obtínhamos, o que fizemos para mitigar o problema e o que fizemos para reforçar procedimentos no futuro”, concluiu.

/ MJC