O coordenador da task-force da vacinação contra a covid-19 revelou que a DGS está a avaliar a necessidade de dar uma terceira dose apenas a casos muito específicos e não numa perspetiva de “reforço geral”, afastando, aparentemente, a hipótese de ser para todos os idosos.

Gouveia e Melo sublinhou que ainda não há decisão sobre essa terceira dose, e que ela cabe à DGS, porque “ainda não há certeza científica”.

Mas acrescentou que o que está a ser discutido é esse reforço para imunodeprimidos ou doentes que estejam a fazer um tratamento específico que deixe as defesas mais baixas.

“São casos pontuais e não uma terceira dose generalizada”, afirmou, admitindo que o universo em causa pode ser de 100 mil pessoas e que, nesse caso, os centros de vacinação poderão ser substituídos pelos centros de saúde nessa tarefa.

"Quando estamos a falar não num reforço geral, mas em situações específicas, estamos a falar de 100 mil pessoas. Não há necessidade ter toda esta capacidade para vacinar 100 mil pessoas, isso pode ser perfeitamente feito pelos centros de saúde."

Questionado sobre se as autarquias já estão a preparar o encerramento dos centros de vacinação, Gouveia e Melo disse que ainda não foi tomada qualquer decisão. 

Até lá, sublinhou, "ainda temos muita gente para vacinar". Portugal está com cerca de 80% da população com pelo menos a primeira dose da vacina e "entre 72 a 73%" com a vacinação completa. "Temos de ficar a 85%", completou.

Casa Aberta para "facilitar a vida" dos jovens durante as férias

A task-force abriu esta segunda-feira a Casa Aberta para os maiores de 12 anos, que poderão ser vacinados em qualquer centro com a vacina da Janssen, ou no centro associado à sua residência, com as vacinas que aí estiverem ao dispor.

“Abrimos a casa aberta para facilitar a vida aos pais e famílias. O próximo fim de semana vai ser dedicado à vacinação dos jovens, mas, por causa das férias e da mobilidade, abrimos a casa aberta.”

Gouveia e Melo sublinhou que, num universo de cerca de 380 mil jovens dos 12 aos 15 anos, foram vacinados já “quase 50%” no último fim de semana e a “expectativa” é que “muitos jovens” o sejam no próximo fim de semana.

“Já não é só questão de saúde, é de liberdade. O objetivo é dar oportunidade a todos jovens que queiram ser vacinados para começar o ano letivo com menos preocupações e libertarmos a comunidade deste vírus.”

Catarina Pereira