Os profissionais da área da saúde dos serviços prisionais já foram todos vacinados, assim como funcionários de alguns estabelecimentos prisionais, tendo sido já administradas 340 vacinas contra a covid-19.

Numa resposta enviada hoje à agência Lusa, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indicou que a vacinação começou a 20 de janeiro e que já foram vacinados, além do pessoal de saúde, “todos os trabalhadores (guardas prisionais e civis) do Hospital Prisional de São João de Deus e dos Estabelecimentos Prisionais do Porto, de Lisboa, de Tires, de Faro, Olhão, Silves, e Santa Cruz do Bispo (masculino)”.

Está a decorrer a vacinação no estabelecimento prisional de Sta. Cruz do Bispo (área feminina), onde está instalada uma enfermaria covid-19 e, entre quarta-feira e sexta-feira serão vacinados os trabalhadores dos estabelecimentos prisionais da Carregueira, Sintra e Linhó.

A direção-geral explicou à Lusa que nos estabelecimentos prisionais do Porto e de Lisboa estão 1.800 reclusos, pelo que, “fez sentido vacinar preventivamente todos os que neles trabalham”.

Além do mais, no EP do Porto está instalada uma enfermaria para casos de covid-19 e o EP de Lisboa é o maior estabelecimento de entrada de reclusos da zona da grande Lisboa.

Ainda segundo a resposta da Direção-Geral, e tendo em conta a especial vulnerabilidade dos reclusos inimputáveis e, em alguns casos, mesmo a falta de compreensão sobre a intervenções terapêuticas e os comportamentos preventivos contra a covid-19, já foram vacinados os internados no Hospital Prisional de São João de Deus e na Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental da área masculina do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

Para o efeito foi estabelecida uma ordem de prioridades (estabelecimentos prisionais onde estão instaladas enfermarias COVID, Estabelecimentos Prisionais de reclusos entrados da rua, no âmbito do plano de contingência da DGRSP e restantes Estabelecimentos Prisionais).

O plano de vacinação em meio prisional tem sido executado com meios próprios dos serviços prisionais e, segundo a DGRSP, está delineado para “prevenir que as pessoas que diariamente têm que entrar e sair dos estabelecimentos prisionais e lidar com a população reclusa possam ser veículos de transmissão do vírus a quem está privado da liberdade”.

/ MJC