O PSD entregou esta terça-feira um projeto de resolução que pede ao Governo prioridade à vacinação de pessoas com défice cognitivo, paralisia cerebral, transtornos do espetro do autismo e doenças neuromusculares, com incapacidade igual ou superior a 60%.

No texto que hoje deu entrada na Assembleia da República, o PSD refere que, “seguindo estritamente o critério da idade e os subcritérios até ao momento definidos pela Direção-Geral de Saúde e a Comissão Técnica de Vacinação”, todas as pessoas como deficiência não institucionalizadas entre os 18 e os 49 anos “serão vacinadas na última fase”.

Os sociais-democratas admitem que “seria irrealista” recomendar a vacinação de todas as pessoas com deficiência, até porque “determinadas deficiências não cognitivas, apesar de limitativas da autonomia, não afetam o discernimento, nem a capacidade do cumprimento das medidas de segurança ou a deteção de sintomas, não consistindo, assim, um risco acrescido para a saúde dos doentes e para os seus cuidadores”.

Assim, os sociais-democratas dizem limitar o universo a vacinar a cerca de 85 mil pessoas neste âmbito, recomendando ao Governo que “inclua como subgrupo prioritário na 2ª fase de vacinação as pessoas com deficiência associada a deficit cognitivo, paralisia cerebral, transtornos do espetro do autismo e doenças neuromusculares, com grau de dependência a incapacidade comprovada igual ou superior a 60%, não institucionalizadas, e com idade igual ou superior a 18 anos”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.862.002 mortos no mundo, resultantes de mais de 131,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.885 pessoas dos 823.494 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ MJC