O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, assegurou esta terça-feira que todos os bombeiros estarão vacinados contra a covid-19 antes da época de incêndios florestais, com a vacinação dos cerca de nove mil elementos que faltam a partir de segunda-feira.

Temos condições para dizer que quando começarmos a época mais crítica de combate a incêndios rurais, todos os bombeiros portugueses estarão vacinados”, disse em declarações aos jornalistas, à margem da sessão comemorativa do Dia da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Na segunda-feira, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anunciou que os nove mil bombeiros que estão ainda por vacinar começam a receber as vacinas contra a covid-19 na próxima segunda-feira.

Em fevereiro, já tinham sido vacinados cerca de 15 mil bombeiros voluntários, sapadores e municipais indicados como prioritários para essa primeira fase. Na segunda fase, que arranca na próxima semana, serão vacinados os restantes operacionais.

O que foi pedido às mais de 400 associações humanitárias de bombeiros voluntários, bem como aos municípios que têm bombeiros sapadores ou bombeiros municipais, é que indiquem quem é que não está ainda vacinado”, explicou Eduardo Cabrita, precisando que o primeiro levantamento aponta para cerca de nove mil pessoas.

Eduardo Cabrita aproveitou ainda para agradecer o trabalho da proteção civil, sobretudo no último ano marcado pela pandemia da covid-19.

“Esse é um trabalho que queria destacar, que no último ano foi feito com toda a resposta à pandemia que também o sistema de proteção civil teve de dar, daí a merecidíssima prioridade dada neste quadro em que estamos com as temperaturas a subir, aproximando-nos de um verão que esperamos que seja de recuperação de normalidade nas nossas vidas”, disse o governante.

Durante a cerimónia, o ministro da Administração Interna considerou também que a experiência dos 14 anos da ANEPC, que hoje se assinalaram, e o último em particular, tornou o país "mais resiliente, mais coeso e mais determinado", assegurando que a Proteção Civil estará pronta "para os desafios do futuro". 

/ MJC