Os níveis de confiança dos professores na Madeira aumentaram com a vacinação, apesar do receio de uma possível nova vaga, disse à agência Lusa o coordenador do Sindicato de Professores da região (SPM), Francisco Oliveira.

Cerca de 7 mil alunos do secundário regressaram esta quinta-feira às aulas presenciais, depois de terem estado com aulas à distância desde 11 de janeiro devido ao número crescente de casos positivos para o novo coronavírus.

O SPM acompanhou esta manhã o regresso dos estudantes numa das “escolas mais emblemáticas” da região, tendo Francisco Oliveira sublinhado que “confiança e segurança” foram as palavras de ordem, pela vacinação do ‘staff’ escolar e testagem dos alunos, com resultados negativos.

Foi com uma expectativa muito positiva que acompanhámos hoje o regresso, com algumas nuvens no horizonte, em função daquilo que já são algumas perspetivas de, a partir do final deste mês e até maio, eventualmente, haver uma nova vaga, mas vamos esperar que isso não aconteça”, explicou o coordenador.

Na ocasião, o sindicalista frisou a “importância de se criarem condições para que o ensino presencial se mantenha” porque “já ninguém tem dúvidas de que o regime presencial é a melhor forma de trabalhar a educação em geral”.

Segundo Francisco Oliveira, a toma da vacina é fundamental para que não hajam mais interrupções letivas.

O SPM também marcou presença no Madeira Tecnopolo, no Funchal, onde decorre mais um dia de vacinação a professores e funcionários da comunidade educativa, que se iniciou na segunda-feira e deve terminar na sexta-feira, sendo administradas 6.000 doses, segundo avançou o secretário da Educação da Madeira.

A maioria dos professores da Região Autónoma da Madeira aceitou ser vacinado, apesar de “apreensivos devido às contrainformações”, afirmou o sindicalista, ressalvado que, “em termos científicos, tudo aponta para a segurança da vacina da Astrazeneca”.

Na sequência da vacina, o sindicalista diz que muitos professores “sentiram reações adversas e não puderam ir trabalhar” e acusou muitas escolas de estarem a coagir os docentes a meterem férias nesses dias.

Para Francisco Oliveira, isso “é ilegal porque se trata de uma matéria ligada à saúde".

“A forma de justificar estas faltas, na nossa perspetiva, deveria ser efetivamente pela razão que foi: a vacina”, frisou.

À semelhança do ensino secundário, na próxima segunda-feira também cerca de 8.700 estudantes do 3.º ciclo regressam ao ensino presencial.

De acordo com os dados mais recentes da Direção Regional de Saúde da Madeira, a região contabiliza 8.511 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

Desses casos, há a registar 8.098 doentes dados como curados e 71 óbitos, contando atualmente com 342 casos ativos.

/ MJC