O recluso que fugiu no domingo do Estabelecimento Prisional de Aveiro entregou-se na quinta-feira na prisão de Vale do Sousa, em Paços de Ferreira, no distrito do Porto, informou hoje a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Numa nota enviada à agência Lusa, a DGRSP informa que “o recluso que se evadiu do estabelecimento prisional de Aveiro se encontra novamente no sistema prisional, na sequência de apresentação voluntária, feita dia 6 de maio no Estabelecimento Prisional de Vale do Sousa”.

De acordo com a DGRSP, o recluso evadiu-se na tarde de domingo, 2 de maio, do Estabelecimento Prisional de Aveiro, onde se encontrava em prisão preventiva a aguardar julgamento por crimes de roubo e coação.

O recluso é o homem que, em dezembro do ano passado, sequestrou um taxista no Fundão, distrito de Castelo Branco, e, sob ameaça de uma caçadeira e de uma faca, obrigou o motorista a dirigir-se para Braga.

O táxi acabou por ser intercetado, na madrugada de 24 de dezembro, por militares da GNR na zona de Aveiro, quando seguia na Autoestrada 25 (A25).

A bordo da viatura seguia um outro homem e a mulher do fugitivo, ambos em prisão preventiva, e uma menina de dois anos, filha da detida e do recluso que estava em fuga.

Internamente está a decorrer, a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção Centro, coordenado por um Procurador da República, processo de inquérito para apurar as circunstâncias em que ocorreu a fuga.

Na quarta-feira, o Sindicato do Corpo da Guarda Prisional alertou para a insuficiência de efetivos, adiantando que faltam 820 destes profissionais para “garantir a segurança e o bom funcionamento” das prisões.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o sindicato acrescenta que, apesar do mapa de pessoal da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) “prever 4.977 lugares para o Corpo da Guarda Prisional, facto é que, atualmente, só 4.177 lugares estão preenchidos, sendo que, destes, nem todos estão afetos a funções diretamente ligadas aos reclusos”.

Tal realidade diminui significativamente o rácio guardas/reclusos. Ou seja, os nossos Estabelecimentos Prisionais estão a funcionar com 820 guardas a menos, facto que condiciona e dificulta gravemente o cumprimento da missão dos guardas prisionais, além de acentuar o risco inerente à profissão”, adverte o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, presidido por Carlos Sousa.

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