Portugal registou esta semana os primeiros seis casos da variante indiana da covid-19, revelou esta terça-feira João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Todos os casos foram identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo, e chegaram de três formas diferentes.

Esta é a variante que está a concentrar as atenções de vários países, uma vez que tem uma dupla mutação, e que se acredita estar por detrás da muito difícil situação na Índia, que está a registar mais de 300 mil casos por dia, levando a um enorme aumento da mortalidade.

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A tendência da variante britânica da covid-19 em Portugal ainda está numa fase ascendente, sendo a mais verificada no país.

Atualmente, a prevalência desta mutação deve ser responsável por 89% a 90% dos casos verificados em Portugal.

Sobre a variante detetada na cidade brasileira de Manaus, são 73 os casos confirmados em Portugal, sendo que 44 foram confirmados nos últimos 15 dias.

Cenário semelhante tem a mutação identificada na África do Sul, existem 64 casos confirmados em Portugal, 11 dos quais nos últimos 15 dias, sendo que a situação parece ser melhor que a generalidade dos outros países europeus.

Relativamente às três variantes referidas, a tendência é de crescimento em todas, algo que João Paulo Gomes entende ser um reflexo da reabertura de fronteiras em muitos países da União Europeia.

Sobre uma evolução da variante de Manaus, espera o especialista que aumente a sua prevalência nos próximos dias.

Tudo isto, segundo João Paulo Gomes, perante um cenário atual em que Portugal faz uma sequenciação duas vezes acima do recomendado pela Comissão Europeia.

Recomenda aquele organismo que se faça a sequenciação de pelo menos 5% do total de casos, sendo o recomendado 10%. Atualmente, esse valor é superior a 20%.

António Guimarães