ACTUALIZADA ÀS 13h40

O primeiro-ministro José Sócrates presidiu esta sexta-feira ao acto simbólico de lançamento da primeira pedra da barragem de Foz Tua, a primeira que começa a construção do plano nacional de barragens.

Na cerimónia, José Sócrates fez votos de estar novamente no local em 2015, a data prevista para a inauguração da nova barragem, cujo lançamento foi feito numa quinta sobranceira ao rio Douro distante a alguns metros da foz do efluente onde vai ser construído o paredão.

O primeiro-ministro afirmou que a construção de uma barragem significa dar mais oportunidade de emprego, às empresas e reduzir dependência energética externa e reduzir emissões de CO2.

«São os projectos mais difíceis em que nos devemos empenhar, porque são eles que podem mudar as coisas», afirmou o governante.

O presidente da EDP, António Mexia, explicou que a produção do novo empreendimento equivale ao abastecimento de uma cidade com entre 150 a 200 mil pessoas.

Independentemente da produção de energia, o presidente da empresa sublinhou «o impacto positivo no desenvolvimento regional», que apontou como «um aspecto positivo de todos os projetos hídricos» que o grupo tem em curso no país.

Relativamente à inutilização da linha do Tua, que vai ficar com 16 quilómetros submersos, o presidente da EDP lembrou os 10 milhões de euros que a EDP vai disponibilizar para um programa multimodal.

«Ou seja, conservar a primeira parte da linha do Tua, depois um funicular, um transporte fluvial e depois de novo transporte ferroviário nos dois terços da linha que subsiste», explicou.
Redação / CP