Os jovens alentejanos e algarvios tendem a adotar mais comportamentos de risco do que o resto dos adolescentes portugueses. São conclusões de um estudo da Organização Mundial de Saúde, que indica ainda que no geral, a violência e o consumo de álcool, drogas e tabaco diminuiu ligeiramente entre os jovens portugueses.



São significativas as assimetrias entre norte e sul quando se fala do estilo de vida dos adolescentes portugueses. É para isso que aponta o estudo da organização mundial de saúde sobre o comportamento dos jovens, entre os 11 e os 16 anos.



No norte, os adolescentes dizem-se mais felizes, enquanto Lisboa é a região onde os mais novos se consideram menos satisfeitos. A sul, é onde estão os adolescentes mais nervosos e deprimidos



E é no Alentejo e Algarve, onde há menos jovens e onde os que existem estão mais isolados, que os resultados são mais preocupantes. É aqui que os jovens menos gostam da escola, 31,6% contra a média de 23,5% do país. É aqui que menos exercício físico praticam e onde se regista o maior índice de obesidade. Ou seja é a sul, que os jovens em idade escolar tendem a apresentar mais comportamentos de risco.



E nesse capítulo, no que toca ao álcool, ao tabaco e às drogas. O norte, é a região em que os adolescentes menos consomem estas substâncias.



Já no Alentejo, o consumo de álcool é o mais elevado, com 5,8% dos jovens inquiridos a admitir o consumo semanal de bebidas alcoólicas.



Sobre relações sexuais, é em Lisboa e Vale do Tejo que a vida sexual se inicia mais cedo. A norte, começa mais tarde, mas com menos cuidados. Os jovens nortenhos são os que menos usam preservativo. Fazem-no 79,1% quando a média nacional é de 82,5%.



Um olhar sobre a violência entre os jovens, indica que esta tende a diminuir, mas os casos de automutilação pedem reflexão mais demorada. 15% dos jovens já se automutilou.



Dados de um estudo que, repetido desde 1998, permite perceber que no geral a saúde dos jovens portugueses tem vindo a melhorar graças à adoção de comportamentos mais responsáveis.
Redação