Cerca de cem pessoas reivindicaram este sábado o encerramento da central nuclear de Almaraz, em Cáceres (Espanha), durante uma manifestação que contou com a participação de vários movimentos e partidos ecologistas portugueses e espanhóis.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes», Joaquim Correia, referiu que a central de Almaraz já deveria ter sido encerrada e considerou-a «uma bomba», pelo que é «imperioso» o encerramento daquela estrutura.

«O ciclo de vida da central já deveria ter terminado. Em caso de acidente traria grandes problemas à região portuguesa», disse.

A central nuclear de Almaraz, a funcionar desde o início da década de 1980, está situada junto ao Rio Tejo, fazendo fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre.

Presente também na manifestação, que começou no centro da vila de Almaraz, rumando, depois, até à central nuclear, estiveram representantes da associação ambientalista Quercus.

Para o presidente daquela associação, Nuno Sequeira, a central representa um «grande risco» pelo «historial de incidentes» que tem registado ao longo dos anos e ainda «pelo facto de ter os seus resíduos nucleares depositados junto à central».

O ambientalista não tem dúvidas: «Portugal está sujeito a um grande risco se esta central continuar a funcionar».

O dirigente da Quercus sublinhou ainda que o Governo espanhol «terá que fazer jus às suas promessas de encerramentos progressivos das centrais nucleares e encerrar esta central no mais breve curto espaço de tempo».

As autoridades espanholas tinham previsto o encerramento da central nuclear de Almaraz em junho de 2010, mas o Governo de Madrid prolongou o prazo de funcionamento por mais 10 anos (até junho de 2020).

A manifestação em Almaraz contou ainda com a participação da Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz, Plataforma Refinería No, Plataforma Cementerio Nuclear No, Ecologistas en Acción Extremadura, ADENEX, Fapas, LPN, CAC-CGT, Esquierda Anticapitalista, Juventudes Comunistas, Izquierda Unida, CNT, PCEX, Associacion juvenil El Garabato, Sodepaz e Grupo Retama.
Redação