Seis farmácias hospitalares devem mais de 16 milhões de euros às unidades onde estão instaladas. Duas já têm contratos anulados e todas estão a contas já com a justiça. Há sete anos, a lei abriu as portas às farmácias dos hospitais. O negócio assumia-se com lucros de milhões, mas a realidade mostra-se bem diferente.

De acordo com as contas do «Diário de Notícias», são ao todo seis farmácias hospitalares do país que devem mais de 16 milhões de euros aos hospitais onde estão instaladas.

No hospital de São João, no Porto, a última a abrir, em 2010, a fatura está quase nos três milhões de euros. Em Faro, a farmácia deve 517 mil euros e a do hospital de Penafiel 110 mil euros. Leiria e Coimbra já têm os contratos anulados.

Entre as razões das dificuldades as farmácias apontam as rendas elevadas que concordaram pagar. Mas também acusam a falta de medidas que ficaram pelo caminho ou que se concretizaram demasiado tarde. A unidose, a venda de remédios para o vírus da Sida ou a prescrição por substância ativa são alguns exemplos.

Perante as dívidas, os hospitais ponderam avançar com novos concursos ou usar os espaços para outros efeitos.
Redação / Silvia Martins