Análises feitas à água do concelho de Matosinhos permitiram concluir pela inexistência de uma relação com o surto de `legionella´ que está a afetar a região Norte do país, disse esta terça-feira à Lusa a presidente da autarquia.

A única informação que tenho garantida é que, em termos de abastecimento de água de Matosinhos, foram feitas todas as certificações e não existe nenhuma relação [do surto] com o abastecimento público da água”, afirmou Luísa Salgueiro.

O número de mortes devido ao surto de ‘legionella' que está a afetar os concelhos de Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Matosinhos, no distrito do Porto, aumentou hoje para seis, divulgou à Lusa fonte de Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte.

No total, e segundo fonte da ARS/Norte, já se registaram, desde o início do mês, 56 casos de ‘legionella' em concelhos da região Norte, sendo que a origem do surto ainda está por determinar.

Dizendo-se “preocupada” com a evolução do surto, a presidente disse aguardar a identificação da sua origem para, desta forma, o suster.

A mais recente vítima mortal registou-se hoje no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde, de acordo com fonte dessa unidade, já ocorreram no total quatro óbitos.

Naquele hospital mantêm-se 20 pessoas internadas, mais duas em relação a segunda-feira.

Também no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim aumentou o número de internamentos devido à doença, com mais dois casos diagnosticados, elevando para 13 o número de pessoas que estão a receber assistência na unidade, onde já se registaram duas mortes, confirmou, também, fonte desta unidade.

Já no Hospital de São João, no Porto, estão seis pessoas internadas, duas das quais em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), revelou à Lusa fonte oficial daquela unidade hospitalar.

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

/ RL