O  concelho de Vila Nova de Gaia regista à data de hoje situações de infeção em quatro lares de idosos, num total de 17 infetados e duas mortes devido à Covid-19, indicou o presidente da Câmara local.

O socialista Eduardo Vítor Rodrigues, que respondia a questões formuladas pelo vereador social-democrata Cancela Moura numa reunião de câmara que decorre esta tarde por videoconferência, enumerou as situações ocorridas em lares de Vila Nova de Gaia, bem como as medidas que estão desenhadas para estas instituições.

Estamos a fazer testes em todas as instituições e corporações de bombeiros. Há situações em Crestuma e Coimbrões, e nos lares há quatro casos identificados", referiu Eduardo Vítor Rodrigues.

Em causa está a Casa São Caetano, localizada na União das freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, onde foram identificados cinco casos de infeção pelo novo coronavírus.

A situação está controlada. É um lar privado e os idosos estão acompanhados e em isolamento. Estão a ser feitos testes aos demais. E há profissionais em isolamento profilático", disse o autarca.

Já no Lar de Santa Isabel, em Mafamude, registaram-se duas mortes de idosos e seis infetados: três estão hospitalizados e outros tantos em isolamento assistido.

De acordo com Eduardo Vítor Rodrigues as mortes ocorridas nesta residência sénior foram de idosos que testaram Covid-19 positivo, mas tinham outras patologias.

O terceiro caso descrito foi registado no Centro Social de Oliveira do Douro que cinco infetados, quatro deles em internamento hospitalar.

Está a ser feita uma bateria de testes aos idosos e técnicos da instituição", garantiu Eduardo Vítor Rodrigues.

Por fim, foi revelada a situação do Lar do Padre Alves Correia, no Candal, "onde um idoso que regressou do hospital testou positivo para o novo coronavírus, estando em isolamento e a ser tratado, enquanto os testes dos restantes deram negativo", descreveu o autarca.

"Estamos a apoiar lares públicos e privados da mesma maneira", concluiu Eduardo Vítor Rodrigues, frisando a convicção de que a revelação de dados de infetados por concelho "não faz sentido" porque, defendeu, "gera um efeito desgastante e desinformação local" porque o número "deve ser refletido em termos proporcionais por número de habitantes".

/ CE