Já são conhecidas as medidas de coação no âmbito da Operação Triângulo que está a ser investigada na Câmara de Vila Real de Santo António.

A TVI sabe que estão todos proibidos de contactar, um dos funcionários fica suspenso de funções e o empresário com uma caução de 300 mil euros, precisamente o valor do suborno. E ainda que o Ministério Público queria que a autarca ficasse em prisão preventiva.

A presidente da Câmara de Vila Real de Santo António renunciou esta quinta-feira ao mandato. A autarca apresentou a renúncia por e-mail, através do chefe de gabinete, aos vereadores e à Assembleia Municipal.

Conceição Cabrita foi na terça-feira detida pela Polícia Judiciária por suspeitas do crime de corrupção num negócio de imobiliário em Monte Gordo.

Ao que a TVI conseguiu apurar, tratou-se da venda de um imóvel a uma empresa, por valores abaixo do mercado, tendo o município sido lesado. Há ainda suspeitas de contrapartidas para a autarca e para um funcionário da câmara, igualmente detido.

Foram feitas quatro detenções, entre elas dois funcionários por suspeita de corrupção ativa, por subornos a Conceição Cabrita.

Em consequência do caso, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e sedes de empresas foram alvos de buscas por parte da Polícia Judiciária.

As autoridades realizaram ainda buscas domiciliárias, incluindo na casa de Conceição Cabrita.

Esta operação, denominada "Operação Triângulo", surgiu na sequência de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora, e consistiu em duas dezenas de buscas, designadamente domiciliárias, em estabelecimentos e escritórios de advogados.

Henrique Machado