O Ministério da Educação garantiu esta terça-feira que vão entrar nos quadros mais de três mil professores, como previsto no processo de vinculação extraordinária, em resposta à Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que diz que faltam mil lugares nas listas do concurso.

As listas publicadas a 23 de maio são listas provisórias e decorre o prazo de reclamação. O Ministério mantém que este ano vincularão mais de 3.000 docentes”, refere o Ministério da Educação na curta resposta enviada à Lusa a propósito de um comunicado desta terça-feira da Fenprof, que afirma que as listas do concurso de vinculação extraordinário eliminam cerca de mil lugares dos mais de três mil previstos no processo.

 

“As listas provisórias de ordenação, relativas aos concursos de professores, foram publicadas na passada semana. Entre estas, contam-se as referentes ao concurso de integração (vinculação) extraordinário de docentes. Da sua verificação constata-se que o Ministério da Educação, afinal, não abriu o número de vagas correspondente ao requisito legalmente estabelecido”, refere a federação sindical em comunicado.

A Fenprof diz que ”não se conforma com esta situação e exige que o Ministério da Educação respeite a lei que ele mesmo impôs”,

De acordo com as contas da Fenprof há 640 vagas em falta nos grupos de recrutamento já analisados pela estrutura, que admite que, depois de concluída a verificação das listas, o número possa subir.

A estas é preciso ainda juntar, acrescenta a federação, as centenas de lugares que podem encerrar devido às regras do concurso de vinculação extraordinária.

A Fenprof exige agora que uma reunião pedida à secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, se realize “com caráter de urgência”.