Uma mulher que está internada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, terá sido violada no sábado, durante o horário das visitas.

O suspeito é um antigo companheiro da vítima, com o qual teve um relacionamento há quatro anos. O alegado agressor foi detido pela PSP, mas encontra-se em liberdade.

A mulher estava internada no serviço de Neurologia há um dia, depois de acordar de um coma, quando tudo aconteceu num quarto partilhado com mais três pacientes, separados por cortinas.

Uma testemunha, que se encontrava junto da doente na cama do lado, terá surpreendido o homem, depois de ouvir uns gemidos. Assustada, desviou a cortina e viu a mulher, com um chapéu sobre a cara, a ser tocada no peito, que estava descoberto. Mas só depois de o homem sair chamou a segurança. 

De acordo com a filha da vítima, em declarações ao SOS24, na TVI24, a mãe encontra-se incapacitada, não sendo capaz de falar ou gritar, e, provavelmente, "nem se apercebeu do que aconteceu".

A filha não sabe se a violação terá sido consumada, apesar de a fralda que a mãe usava "estar remexida", e aguarda, ainda, por esclarecimentos do hospital e da Polícia de Segurança Pública.

No hospital, ainda se cruzou com o suspeito, que foi seu padrasto durante o relacionamento de cinco anos com a mãe.

Estranhou vê-lo, porque, contou, estava alcoolizado e não tinha senha nem autorização para visitar a mãe. Perguntou-lhe o que estava ali a fazer e que ele terá respondido apenas: "O que achas que estou aqui a fazer?"

Perguntou, depois, no hospital como foi possível aquele homem ter entrado sem senha no quarto da mãe e "não souberam responder", disse à TVI24.

Contou, também, que o relacionamento entre a mãe e o padrasto nunca foi violento, nem mesmo quando o homem bebia.

"Só tinha problemas com o vinho, nunca foi agressivo connosco mesmo bêbado, dizia as suas porcarias e batia na parede", recordou.