O capitão do Porto de Cascais foi detido por suspeitas do crime de violência doméstica contra a mulher, médica infecciologista do Hospital das Forças Armadas.

Ao que a TVI conseguiu apurar, a denúncia foi feita por uma terceira pessoa. A PSP deslocou-se à habitação do casal e efetuou a detenção do militar em flagrante delito. Para além da queixa da alegada vítima contra o marido, o Capitão-tenente Pereira da Terra também fez participação da mulher às autoridades.

O oficial da Marinha terá agredido a mulher, mãe de um bebé de sete meses, no dia 25 de março e pediu a demissão do cargo no dia imediatamente a seguir.

Na sequência de um facto pessoal ocorrido, o Capitão-tenente Pereira da Terra, decidiu pedir a exoneração do cargo de Capitão do Porto de Cascais, o qual foi de imediato aceite, em 26 de março de 2020, evitando assim qualquer impacto nas importantes funções de Capitão do Porto e na imagem da Autoridade Marítima Nacional", lê-se numa nota enviada pela Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Apesar do pedido de demissão do cargo, que pertence à AMN, o militar foi transferido para a o departamento de direção de pessoal da Marinha.

A TVI sabe ainda que o capitão do Porto de Cascais foi submetido a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais leve, de termo de identidade e residência. 

Para já, ainda não foi instaurado nenhum processo interno ao militar, mas essa hipótese não está descartada. Uma eventual sanção disciplinar vai depender do "evoluir da situação, sendo que, na eventualidade de ocorrer algum facto em âmbito judicial que exija uma avaliação, esta será oportunamente efetuada"

Luís Varela de Almeida