Um investigador da Universidade do Minho (UMinho) venceu o Prémio Científico Mário Quartin Graça, na categoria de Ciências Sociais e Humanas, pela tese de doutoramento "Da portugalidade à lusofonia”, informou esta quarta-feira a academia.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a UMinho explica que o galardão foi atribuído pela Casa da América Latina e por uma instituição bancária visando distinguir a "melhor tese doutoral na área realizada em universidades de Portugal e da América Latina nos últimos três anos".

Vítor de Sousa analisou o "conceito de ‘portugalidade’ forjado nos anos 1950 e 1960, no período do Estado Novo, dissociando-o da ideia de lusofonia e no modo como aquele conceito tem repercussão nas políticas de globalização atuais", lê-se.

"É um prémio importante para mim, porque tem um espetro internacional (América Latina e Portugal) e porque reitera o trabalho que desenvolvi ao longo de vários anos sobre a 'portugalidade', numa verdadeira obsessão. É um tema polémico, assente na desconstrução dos essencialismos que estiveram na base da criação da palavra, já que mexe com a problemática da identidade", justifica Vítor de Sousa, citado no comunicado.

O autor sublinha ainda que o galardão "é um incentivo para a área das Ciências Sociais e Humanas, evidenciando a necessidade de promover o espírito crítico e a desconstrução, numa altura em que a sociedade privilegia os consensos".

Vítor de Sousa nasceu em 1967, fez a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em Ciências da Comunicação na UMinho. Foi jornalista (1986-1997), assessor de imprensa (1997-2005) e é gestor de ciência e tecnologia no CECS, no qual integra também o grupo de investigação de Estudos Culturais.