O grupo SATA tem para este sábado 76 voos programados da Azores Airlines e da SATA Air Açores, contando reencaminhar cerca de 95% dos 1.400 passageiros que ficaram em terra na sequência da greve do pessoal de cabine.

A programação da SATA Air Açores e da Azores Airlines prevê a realização de 76 voos, portanto são 54 da Sata Air Açores e 22 da Azores Airlines, e nestes voos 95% dos passageiros afetados pelos dois dias greve serão protegidos e reencaminhados para os seus destinos", avançou à Lusa o porta-voz do grupo SATA.

António Portugal confirmou que durante o dia deste sábado  "a situação fica praticamente toda regularizada", ficando em terra apenas "5% dos passageiros", que serão reencaminhados no domingo.

"São passageiros com destino a Toronto e a Boston, que mudaram a sua reserva e que a programação de voos foi feita para o dia 04 de junho. Ao nível de Sata Air Açores, a situação ficará totalmente regularizada, faltarão única e exclusivamente poucos passageiros, entre 130 a 150, que serão reencaminhados amanhã [domingo] para essencialmente Toronto", disse.

O porta-voz da SATA garante que não foi necessário fazer muitos voos extraordinários, porque os serviços mínimos durante a greve dos tripulantes de cabine da SATA Air Açores e da Azores Airlines "possibilitaram durante os dois dias de greve encaminhar muitos dos passageiros" para os seus destinos.

No caso da SATA Air Açores, não está previsto para este sábado qualquer voo extraordinário enquanto, na operação da Azores Airlines, serão realizados "quatros voos extraordinários": Ponta Delgada - Toronto, Toronto - Ponta Delgada, Lisboa- Toronto e Toronto- Lisboa.

O grupo SATA cancelou na sexta-feira 42 dos 81 voos programados na Azores Airlines e na SATA Air Açores, na sequência da greve do pessoal de cabine, tendo contabilizado ao final do dia cerca de 1.400 passageiros afetados.

Tripulantes de cabine da transportadora aérea SATA estiveram na quinta e sexta-feira em greve, convocada pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), um mês depois de outra paralisação.

O incumprimento de vários pontos do clausulado do acordo de empresa é uma das razões apontadas para a greve, assim como a reivindicação de melhores condições de trabalho.