O protesto dos coletes amarelos levou a a Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN) a criar, por razões de segurança, zonas de exclusão aérea em três aeroportos portugueses, durante o dia desta sexta-feira. Aparelhos não autorizados, como drones, estarão assim proibidos junto a estes espaços.

"Foi pedido pelas autoridades, garantir que a operação nos aeroportos não seja afetada, por algumas utilizações de drones amanhã [sexta-feira]", explicou à TVI24 o tenente-coronel Manuel Costa. À pergunta sobre se essa utilização está prevista durante os protestos os coletes amarelos, o tenente-coronel respondeu que "sim".

Em comunicado enviado às redações, a Força Aérea indica que, "nos termos da Lei, por razões de segurança, foram criadas zonas de exclusão aérea nos Aeroportos de Lisboa (Humberto Delgado), do Porto (Francisco Sá Carneiro)  e de Faro".

As referidas zonas, com três milhas náuticas (cerca de 6Km) de raio, centradas nos respetivos aeroportos, estarão em vigor entre as 06:00 e as 18:00 do dia 21 de dezembro de 2018, e não afetarão a sua operação".

A Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou também que vai haver “uma interdição do uso de drones nas zonas de controlo estabelecidas para a prestação de serviços de controlo de tráfego aéreo nos aeroportos nacionais”, em Lisboa, Porto, Faro, Funchal, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores. Segundo a ANAC, a interdição ao uso de drones vai vigorar entre 07:00 e as 19:00 de sexta-feira.

A revista Sábado online noticiou, esta quinta-feira, que o movimento dos “coletes amarelos” pediu a alguns dos manifestantes que colocassem drones a circular na sexta-feira junto do aeroporto de Lisboa para interromper tráfego aéreo.

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GNR reforça patrulhamento

A Guarda Nacional Republicana, por sua vez, informou que vai desenvolver na sexta-feira, além da sua atividade operacional diária, “ações de patrulhamento intensivo de grande visibilidade” devido ao protesto. Estas ações destinam-se a “prevenir a ocorrência de ilícitos contraordenacionais e criminais e, por outro, garantir a segurança e a normal tranquilidade pública”.

As operações serão reforçadas na A1 junto à portagem de Alverca, na A2 acesso à Ponte 25 de Abril, na A8 portagem de Loures, na A12 Ponte Vasco da Gama, na A1 Ponte da Arrábida, no Porto, na A28/A3/A4 nos acessos à cidade do Porto, na A3/A11 nos acessos à cidade de Braga e na A25/A17 nos acessos à cidade de Aveiro.

As recomendações da PSP

Já PSP avisa que nos locais dos protestos podem ocorrer "alguns constrangimentos na circulação automóvel" e, por isso, recomenda que os cidadãos "utilizem os transportes públicos", verifiquem "se o itinerário não se encontra com a circulação condicionada", prefiram caminhos "que não impliquem a passagem pelos locais referenciados" e conduzam "com prudência".

A força de segurança pede aos manifestantes que "respeitem os princípios previstos na legislação em vigor que enquadra o direito de reunião e manifestação", que "respeitem as instruções e ordens da PSP", que "tenham em consideração os normativos em vigor que proíbem bloqueios de vias rodoviárias". Diz ainda que "os promotores das manifestações ou reuniões devem manter o contacto permanente com a PSP, de forma a garantir a realização dos protestos em segurança".