O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, afirmou esta quarta-feira que o novo banco de investimento da Sonangol e da CGD vai ser «um instrumento muito potente» nas relações entre os dois países.

«Penso que pode ser um instrumento muito potente nas relações entre os dois países e estou certo que vai ser um projecto aberto a todos os que vão colaborar em todos os projectos que Angola vai fazer», disse Fernando Ulrich no final de um seminário, em Lisboa, escreve a Lusa.

O evento foi organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal Angola e pelas agências de promoção do investimento externo em Portugal e privado em Angola, AICEP Portugal Global e ANIP.

De acordo com Fernando Ulrich, a visita do presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, foi «muito importante» do ponto de vista político e o acordo firmado para a criação de um novo banco «coloca Portugal noutro patamar».

«Desde Outubro de 2005 que digo que Portugal tem de ser relevante em Angola, pois tornaria o nosso país muito mais forte e que deveria ter uma prioridade igual à da Espanha», acrescentou, Fernando Ulrich.

«Penso que estamos a chegar lá e a visita [de Eduardo dos Santos] é a confirmação deste caminho», salientou.

Recorde-se que o Banco Português de Investimento (BPI) opera em Angola através do Banco Fomento Angola (BFA), instituição de crédito que tem 600 mil clientes e pode intervir no apoio a projectos de investimento, mas funciona sobretudo como «complemento» pois trata-se de um banco de retalho.

Para o responsável do BPI, «não há desconfiança [nas relações bilaterais] há sim dificuldades práticas que temos de ultrapassar».

Neste sentido, especificou a existência de dificuldades logísticas, nas infra-estruturas, nos transportes e na distribuição. «São dificuldades, mas simultaneamente oportunidades para as empresas portuguesas», sublinhou.