Bruno de Carvalho diz que não vê «qualquer motivo» para se afastar - TVI

Bruno de Carvalho diz que não vê «qualquer motivo» para se afastar

Bruno de Carvalho

Presidente do Sporting diz que vai processar Presidente da Assembleia da República porque considera que foi alvo de «uma crítica violentíssima» de Ferro Rodrigues

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O presidente do Sporting anunciou, numa nota enviada à Agência Lusa, que não se demite e que vai mover um processo contra o Presidente da Assembleia da República, comentadores e jornalistas por o terem «difamado e caluniado», após os atos de violência em Alcochete.

«Neste momento, sinto-me com a mesma capacidade, força, prazer e honra em servir o clube que amo, não vendo qualquer motivo enquanto sportinguista para me afastar de um trabalho e de um rumo que está a ser seguido com sucesso nestes cinco anos», afirmou Bruno de Carvalho, que criticou as declarações de Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República

«Não posso aceitar que a segunda figura do Estado tenha sido mais taxativo e belicista, fazendo-me uma crítica violentíssima, não tendo a mínima noção do cargo que ocupa e da sua condição de sócio do Sporting Clube de Portugal. Será por isso um dos primeiros visados nas ações cíveis que vou mover, até pela posição relevante que ocupa na sociedade», refere Bruno de Carvalho.

Negando qualquer responsabilidade no «ato hediondo» cometido na terça-feira na academia do clube, referindo-se às agressões contra os jogadores e equipa técnica do Sporting, Bruno de Carvalho critica também a posição do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na nota pessoal enviada à agência Lusa Bruno de Carvalho acusou o chefe de Estado de «não ter sido taxativo» a confirmar a presença no estádio do Jamor, para a final da Taça de Portugal, uma manobra que disse lamentar e lhe permite apenas fazer «duas leituras».

Em primeiro, que o chefe de Estado «lhe está a imputar responsabilidades", (...) deixando instalar a dúvida». Em segundo, que Marcelo Rebelo de Sousa está «disponível para aceitar que um grupo de marginais ponha em causa a realização de um evento relevante e que se ache no direito de acreditar que influencia as suas decisões», de acordo com a nota.

Contra todos os que o têm difamado - políticos, jornalistas e comentadores - Bruno de Carvalho garantiu que vai «mover ações cíveis».

As ações estender-se-ão a figuras públicas como Daniel Sampaio, José Maria Ricciardi ou Rogério Alves, os quais afirmaram que Bruno de Carvalho «não tinha condições de continuar a exercer o cargo», acrescentou.

«Não passa pela cabeça de ninguém que o Clube ou a SAD tivessem interesse neste tipo de atos de terrorismo contra os seus, ou outros», disse Bruno de Carvalho, sublinhando que tem «lutado com todas as forças contra a violência».

«Nunca tive qualquer tipo de ação que fosse geradora de violência como se comprova (…) pelos cinco anos [na presidência do Sporting] sem qualquer incidente. Lamento, por isso, que me estejam a ser imputadas responsabilidades, diretas ou indiretas, morais ou materiais desse ato absolutamente hediondo».

Bruno de Carvalho concluiu a nota com «três desejos»: «que quem cometeu este ato terrorista seja severamente punido, que quem cometeu atos criminosos contra mim seja punido e que o Sporting Clube de Portugal consiga conquistar a 17.ª Taça de Portugal».

O presidente do Sporting explicou que não esteve, como tinha prometido, com os jogadores de futebol na terça-feira em Alcochete, por estar em reuniões com advogados, relacionadas com as notícias da existência de corrupção no andebol sportinguista.

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