Ruben Amorim, treinador do Sporting, em declarações no final da vitória por 2-0 sobre o Portimonense:

«O momento dos golos é sempre decisivo, aproveitámos uma bola parada e depois pressionámos a bola e marcámos. A nossa equipa nunca fica à espera do golo, vai sempre à procura, tem que trabalhar muito e foi isso que fez. Na primeira parte jogámos muito bem, fizemos o 2-0 e depois gerimos muito bem o jogo, com a equipa muito mais solta do que em outros jogos.

Na segunda parte foi muito mais difícil, o relvado estava muito difícil, mas os jogadores quiseram chatear-me um pouco, eles são corajosos, quiseram jogar da mesma forma que treinamos, embora fosse difícil porque o relvado estava de facto muito difícil. De qualquer das formas o resultado foi justo. O Portimonense cresceu na segunda parte, mas nós gerimos bem a vantagem.

Se os adeptos não me perdoariam não ser campeão com dez pontos de vantagem? O futebol é o momento. Frente ao LASK eramos uma equipa fraca, a meio da época não íamos aguentar a pressão, depois tivemos uma crise, depois dávamos tudo mas íamos cair, portanto já passámos por tudo.

Acredito que os adeptos não perdoariam se perdêssemos os dez pontos de vantagem, mas isso é perigoso para o treinador, para os jogadores não o será, para o clube será sempre bom porque está a crescer muito. Lembro que o At. Madrid hoje perdeu em casa, já teve onze pontos de vantagem e agora pode ficar com seis. Se isso acontece com equipas que têm Luis Suárez, também pode acontecer com equipas jovens como a nossa.»

Sérgio Pereira / no Estádio de Alvalade, em Lisboa