Ruben Amorim projetou esta sexta-feira a visita do Sporting a casa do Famalicão, em jogo da 9.ª jornada da Liga.

O treinador dos leões disse não estar à espera de facilidades e partilhou a receita para o sucesso diante de uma equipa contra a qual perdeu os dois jogos da Liga na época passada. «Não podemos dar muita liberdade àqueles jogadores, que se estiverem num dia bom vão criar muitas dificuldades. Depende muito da nossa forma de encarar o jogo e vamos encará-lo com o máximo empenho e intensidade. Queremos deixar os jogadores do Famalicão sempre desconfortáveis no jogo. Antevemos um jogo muito perigoso e cada vez mais as equipas vão olhar para nós de outra forma», vincou.

Para Amorim, o Sporting terá de ser uma equipa forte para regressar a Lisboa com os três. Até porque, entende, a equipa ainda não está suficientemente consolidada para conseguir ganhar jogos quando joga pior do que o adversário. «Ainda não somos aquela equipa que pode relaxar, jogar mal e ganhar os jogos. Por vezes aconteceu uma ou outra vez este ano, mas somos uma equipa que tem de jogar muito bem para vencer os jogos. Penso que chegaremos a essa altura [ganhar mesmo a jogar mal]: até pode acontecer amanhã [sábado], mas penso que ainda não é o momento. Temos de jogar bem para vencer os nossos jogos e é isso que temos feito. É, mesmo assim, é difícil.»

Amorim deixou elogios ao projeto do Famalicão e ao treinador João Pedro Sousa, que partiu para 2020/21 com um plantel praticamente novo: «Vítimas do próprio sucesso», apontou o técnico de 35 anos logo a abrir a conversa com os jornalistas, antes se debruçar sobre a ideia de jogo dos minhotos.

«Penso que o Famalicão é uma equipa que joga olhos nos olhos com as equipas grandes, mas a meu ver mais na parte ofensiva. Na parte defensiva joga num bloco baixo como algumas equipas que já apanhámos. Mas na parte ofensiva são uma equipa que arrisca e que tem as suas rotinas. Têm talento e claramente uma ideia.»

E contra que tipo de equipas se sente o Sporting mais cómodo? Contra quem joga olhos nos olhos ou contra quem adota uma postura mais conservadora, como foi o caso do Moreirense em Alvalade no passado fim de semana? «Bem ou mal, damo-nos bem com todas as equipas. Com o Moreirense no primeiro minuto, na primeira jogada, o Pedro [Gonçalves] quase que se isola e na segunda jogada o João Mário vai pela direita com o Nuno Santos completamente aberto e se tivesse visto o movimento dele podíamos ter aberto o marcador. E aí o jogo tornava-se diferente. Temos de entrar muito fortes, não dar espaço ao Famalicão e tentar marcar mais cedo. Quando marcamos mais cedo tornamo-nos numa equipa muito perigosa porque acho que entendemos bem os dois momentos do jogo. Quando jogamos em ataque organizado e em transições. Sentimo-nos confortáveis porque temos duas maneiras de jogar», concluiu.

David Marques / Estádio José Alvalade, Lisboa