Desejo de Ruben Amorim, Manuel Ugarte foi um dos reforços contratados pelo Sporting na última janela de transferências.

O jovem uruguaio, no entanto, tem apenas um minuto de leão ao peito, na vitória em Braga. Amorim deu esta quinta-feira explicações para a pouca utilização do médio.

«O Ugarte pode fazer a posição ao lado do Palhinha e pode jogar com o Bragança ou com o Matheus e aí faz um trabalho diferente, porque não temos ninguém com as características do Palhinha», começou por dizer.

«De relembrar demorou muito tempo a chegar à nossa equipa. Esteve sem treinar antes de vir, apresentou-se até muito bem, surpreendeu-nos a todos, mas o Palhinha e o Matheus têm dado pouco espaço até ao Daniel Bragança, que tem treinado muito bem e que merece ter o seu espaço. Depois foi para a seleção, não jogou praticamente nesse período, e isso tudo condiciona a utilização dele, embora esteja preparado para jogar. Mas está difícil tirar o Palhinha, a culpa é mais do Palhinha do que do treinador», acrescentou.

Amorim confessou depois: «Às vezes estou desejoso de ter oportunidades para por os jogadores. O que eles têm de fazer é o que Daniel Bragança fez o ano passado, tinha poucos minutos no início e houve uma fase em que ganhou a titularidade. O futebol é assim mesmo, o que o Ugarte tem de saber é que pode jogar a qualquer momento e tem de preparar-se para isso.

Mais à frente, o treinador do clube de Alvalade foi questionado sobre Tabata, e voltou a utilizar o exemplo de Daniel Bragança.

«O Tabata faz de 8 mas é para uma função específica que poderemos ter em alguns jogos. Apareceu como extremo, mas tem condições para jogar mais no meio. O facto de o meio-campo do Sporting ser a dois limita-o. Dou o exemplo do Daniel Bragança porque é um grande exemplo. Nunca sabemos como vai correr. Esta equipa técnica já deu provas de que conta com todos», referiu.

Rafael Vaz / Estádio de Alvalade, Lisboa