A FIGURA: Rúben Dias, o comandante de sempre

Jogo muito competente do defesa português, tal como de Jardel, colega do eixo defensivo. Bem no controlo da profundidade, bem a controlar o espaço aéreo e bem nos duelos individuais e nas antecipações. Não foi por Rúben Dias que o Benfica sofreu dois golos e perdeu a hipótese de juntar mais um troféu ao seu palmarés.

O MOMENTO: Mbemba bisa e torna a montanha ainda mais difícil de escalar, minuto 59

A jogar com mais um, os encarnados já tinham sido surpreendidos pelo primeiro dos azuis e brancos, da autoria de Mbemba. Só que pouco depois Seferovic deixou o central em jogo e este bisou. Com 2-0, o Benfica ficou com uma montanha por escalar para chegar ao triunfo e nem o golo de penálti de Vinícius serviu.

OUTROS DESTAQUES

Vlachodimos

Acaba como um dos vilões desta final. Teve pouco trabalho, é verdade, mas um guarda-redes de equipa grande tem de ser isto mesmo: um guardião que responde de forma segura nas poucas vezes que é chamado a intervir. Ora, não foi isso que aconteceu esta noite com Vlachodimos. Num lance aparentemente de simples resolução, o grego saiu em falso, socou mal a bola e deixou-a à mercê de Mbemba, que cabeceou de forma certeira para o fundo das redes e deu início à vitória azul e branca.

Seferovic

Noite para esquecer para o avançado suíço, que na temporada passada foi o melhor marcador do campeonato. Foi o escolhido por Veríssimo para liderar a frente de ataque dos encarnados, mas não correspondeu, de todo. Muito alheado do jogo, Seferovic somou algumas más decisões – perdeu a bola várias vezes – e não teve uma oportunidade digna desse nome para alvejar a baliza de Diogo Costa. Para piorar a situação, foi ele quem colocou Mbemba em jogo no segundo golo dos portistas. Desastroso.

Vinícius/Jota

Saltaram do banco já na segunda parte e mexeram, sem dúvida, com o jogo. Vinícius reduziu de penálti e teve mais um par de oportunidades para festejar. Já Jota acrescentou irreverência e esteve perto de empatar a partida, quando atirou ao poste aos 90 minutos.

Rafael Vaz / Estádio Cidade de Coimbra