Gustavo Galil, guarda-redes de 23 anos, foi o herói final do apuramento do Leça, do Campeonato de Portugal (CP), para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Pelo caminho ficou o Arouca, da I Liga, após o desempate por grandes penalidades, no qual brasileiro defendeu quatro das cinco tentativas do Arouca.

Tiago Araújo, João Basso, Tiago Esgaio e Bukia foram as vítimas do jovem guardião, que está no Leça desde meados da época 2018/2019.

Gustavo chegou aos leceiros depois de ter estado meio ano no Sobrado, o terceiro clube que representou em Portugal. Em 2016/2017, oriundo dos brasileiros do Tupi, passou pelos juniores do Sport Canidelo e, em 2017/2018, pela equipa B do Varzim.

Tem sido guarda-redes de Taça - já tinha jogado ante o Lusitânia de Lourosa e com o Sp. Pombal nas rondas anteriores, mas ainda não teve minutos no CP - e foi, este domingo, o herói maior da equipa. No final, admitiu que se inspira em Diego Alves, compatriota do Flamengo, e falou das emoções do jogo.

«Sentimento de muita felicidade, difícil de descrever, mas eu não sou herói sozinho. Para chegarmos às grandes penalidades, foi preciso todo um grupo. Também não vou dizer, com falsa modéstia, que não fui talvez o grande nome desta decisão. Sei que fui, sei dessa responsabilidade, mas estou ali para isso, para defender e só foi possível graças a todo o espírito de sacrifício, de todos os meus companheiros, da equipa técnica, do staff. É uma vitória do Leça, de todos nós e fico feliz por ter ajudado. O Diego Alves, do Flamengo, é uma inspiração para mim, especialista em penáltis em Espanha, usa muito o jogo psicológico. Mas sempre fiz isso correu bem e estou feliz», afirmou.

Mas isto dos penáltis não é novo para Gustavo, que na época 2019/2020, na segunda eliminatória da prova rainha, defendeu também dois penáltis no apuramento do Leça, ante a UD Oliveirense: um no tempo regulamentar, outro no desempate final.

«Não digo [ndr: que sou] especialista. Costumo defender alguns penáltis, trabalho muito durante a semana e fui feliz. Consegui fazer um jogo psicológico com eles e deu certo. O importante é que passámos. Agora vamos desfrutar, aproveitar o momento e, quando voltarmos a trabalhar, pensar no Gondomar. Depois, vamos ver onde o sorteio vai-nos levar», expressou.

Questionado se a tarde de Taça no Leça-Arouca pode mudar a carreira, Gustavo respondeu: «não sei o que pode mudar, fico feliz com esta atuação. Quero desfrutar do momento com os companheiros e com a família, que está longe. Mas o meu foco é ajudar o Leça a atingir o objetivo esta temporada», rematou.

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Leça FC, Leça da Palmeira