A FIGURA: Luis Díaz

Deixou a ala esquerda e jogou no apoio a Soares no ataque. Na primeira parte isolou o brasileiro para uma corrida de mais de 20 metros a solo que terminou com um falhanço quase escandaloso, fez balançar as redes na primeira parte (fora de jogo bem ajuizado) e voltou a fazê-lo na etapa complementar, desta feita a valer. Faltou-lhe alguma sobriedade na definição de alguns lances, mas, ou não fosse ele um dos maiores desequilibradores individuais dos dragões, é sempre um perigo apontado à baliza adversária. Está perdoado?

 

O MOMENTO: golo de Saravia, MINUTO 50

Cumpriu apenas o terceiro jogo pelo FC Porto e deu nas vistas pela segunda vez. A primeira foi fora dos relvados e valeu castigo. Agora, Sérgio Conceição deu nova oportunidade ao lateral argentino, que correspondeu. Tal como Manafá no lado oposto, deu profundidade ao corredor direito e assinou o golo que permitiu aos dragões colocarem-se na frente do marcador: chegou de «pantufas» à zona do ponta de lança e fez o 1-0 para os visitantes numa cabeceamento certeiro que teve a conivência do guarda-redes do Casa Pia.

 

OUTROS DESTAQUES:

Pedro Machado: o mais consistente do setor defensivo do Casa Pia na primeira parte. Focado, bem posicionado e sem invenções na saída de bola.

Sérgio Oliveira: está a ter uma época azarada, com lesões que o impedem de lutar por maior protagonismo na equipa portista, mas deixou boa imagem. Juntamente com Uribe, controlou bem as operações no meio-campo e fez uma assistência magistral para Saravia no lance do primeiro golo.

Wilson Manafá: sem afazeres exigentes na defesa, envolveu-se de forma constante na produção de jogo dos dragões com bola, subindo muitas vezes no corredor esquerdo até à área contrária. Foi o único sobrevivente no onze de Sérgio Conceição relativamente ao anterior duelo do FC Porto, diante do Paços de Ferreira.

David Marques / Estádio Pina Manique, Lisboa