E no primeira paragem da defesa do título conquistado na época passada, o Sporting descarrilou, à passagem por Alverca, e disse adeus à Taça de Portugal.
 
Os leões foram derrotados por 2-0 e dizem adeus de forma prematura à Prova Rainha. Silas e Emanuel Ferro, treinador e adjunto, respectivamente, frisaram a ideia antes do jogo de que o plantel estava mais «alinhado» com as ideias da nova equipa técnica, mas esta noite viu-se tudo menos afinação.
 
Em relação ao último jogo, frente ao LASK Linz, Silas mudou sete peças – Bruno Fernandes e Acuña começaram no banco, por exemplo –, e o conjunto de Alvalade mostrou-se sempre perdido em campo. Naturalmente que o Sporting teve mais bola e mais iniciativa de jogo, até pelo estatuto, mas nunca foi capaz de agredir – no bom sentido da palavra – o adversário.
 
O mesmo não se pode dizer do Alverca: os pupilos de Vasco Matos fizeram por não se notar a diferença de divisões entre os dois conjuntos e foram a melhor equipa em campo. Sólidos na defesa, com uma linha de quatro atrás e outra igual no meio campo (Alex e Luan jogaram soltos na frente), os ribatejanos demonstraram astúcia e «veneno» nos momentos cruciais do jogo.
 
Logo aos 10 minutos, Alex aproveitou o espaço concedido por Doumbia, rodou e deu colorido ao marcador para a equipa da casa.
 
 
Em vantagem cedo, o Alverca começou a jogar de cadeirinha. Entregou, naturalmente, a iniciativa ao Sporting e foi espreitando o segundo em transições rápidas ou bolas paradas, o que esteve perto de acontecer. Primeiro Alex cabeceou por cima e depois Erik obrigou Max à defesa da noite, com um grande pontapé de bicicleta.
 
Bruno entrou, mas nada mudou
 
Na segunda parte, Silas lançou Bruno Fernandes para jogo, mas a toada manteve-se a mesma: o Alverca confortável, a esperar pelo adversário, e o Sporting a demonstrar exatamente as mesmas dificuldades que tinha apresentado na primeira. Nem a entrada de Bruno Fernandes mudou as coisas.
 
E se os ribatejanos já estavam confortáveis, mais ficaram aos 55 minutos, quando Luan fez o 2-0 para a equipa de Vasco Matos, depois de um lance confuso na área.
 
O Sporting perdeu-se ficou ainda mais perdido, e com exceção de Vietto – o mais esclarecido do lado dos verdes e brancos –, nenhum jogador verde e branco teve arte e engenho para alterar o rumo dos acontecimentos, à falta de inspiração coletiva.
 
No final, o primeiro «tomba-gigantes» da Taça chegou por via do Alverca: no final, a festa ribatejana foi brava, na comunhão entre adeptos e jogadores, com olés incluídos.. Caso para dizer: o Sporting, atual detentor da Taça, foi o bombo da festa.
 
Rafael Vaz / Complexo Desportivo FC Alverca, Alverca