Luís Pinto, treinador do Leça, em declarações junto ao relvado, após a vitória por 1-0 frente ao Gil Vicente e consequente passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal:

«Julgo que o segredo foi o trabalho, a amizade que existe entre os jogadores e o que fazemos no dia a dia. Olhamos para os jogos como desafios. Era uma equipa de I Liga, mas olhámos como um desafio e como oportunidade de nos superarmos. Os jogadores acreditaram que era possível.

Foi possível ver uma equipa organizada e a dar o domínio ao Gil, como é natural. Sempre que tivemos a bola mostrámos critério tanto em transição como em organização. A forma como os jogadores interpretaram o que lhes pedi foi fantástico. Resumiu-se tudo a este grupo de grandes homens com grandes valores. Houve uma vontade muito grande de fazer bem as coisas.

Ao intervalo disse que íamos passar. Acreditava que o trabalho que tínhamos feito na primeira parte era uma amostra do que iríamos fazer na segunda parte. Disse-lhes que íamos marcar e que a eliminatória ia ficar em Leça, além de uns pequenos ajustes táticos.

«Boa montra» Sim, claro. Não negamos isso. É bom para todos os envolvidos ter bons resultados. A equipa técnica é jovem e tem ambições. Muitos dos jogadores são jovens e estão a dar-se a conhecer aos poucos. Todos reconhecem que temos jovens de bom valor, mas se calhar estavam um pouco escondidos fruto da menor projeção que existe nestas divisões. Mesmo para o clube em si, é fantástico. O Leça é um clube centenário, que já esteve na I Liga, e é muito bom poder aparecer no dia a dia das pessoas.

Vamos festejar hoje e amanhã, mas a partir de segunda-feira vamos preparar o jogo do campeonato. Se quero um grande? Queríamos era passar. O que o sorteio ditar, é para outras alturas. Queríamos passar, ficámos muito felizes por fazê-lo.»

Vítor Maia / Estádio do Leça FC, Leça da Palmeira