Sérgio Oliveira. Foi a figura da goleada do FC Porto ao Sintrense, ao fazer dois golos e uma assistência, mas foi também a assinatura nas chuteiras de um jogador da equipa do Campeonato de Portugal.

«O Sérgio ofereceu umas chuteiras a um amigo que temos em comum, o Sandro Giovetti. Como o Sandro não precisava, ficaram para mim, pois até calçamos o mesmo número. Foi com essas chuteiras que joguei», revelou Gonçalo Pinto.

O médio de 21 anos já tinha contado esta curiosidade ao jornal A Bola, durante a semana, e Sérgio Oliveira leu.

«Ele viu a entrevista e hoje disse que tinha umas chuteiras guardadas para mim. No final deu-me as chuteiras e tirámos uma foto», contou Gonçalo ao Maisfutebol, após o encontro.

«É um jogador muito humilde, com uma confiança brutal. Já o sigo há algum tempo, e revejo-me muito na postura dele, enquanto líder e enquanto jogador de equipa. É um jogador diferenciado, e por isso está no FC Porto e é um dos capitães», acrescentou.

Relativamente ao jogo, Gonçalo Pinto explicou que o Sintrense já esperava que o FC Porto «entrasse forte e não facilitasse», mas não conseguiram a missão de «adiar ao máximo o primeiro golo».

«O FC Porto foi colocando cada vez mais intensidade, com as alterações», analisou o médio, que entrou na segunda parte.

«Foi uma entrada difícil. O jogo estava intenso, mas a equipa bateu-se bem, com muita entreajuda. Não deu. Fica a experiencia de jogar contra uma equipa de Champions», referiu Gonçalo Pinto, que regressou a casa com mais um par de chuteiras de Sérgio Oliveira.

Nuno Travassos