A FIGURA: Mbemba, o herói improvável

Que herói improvável, hein? Assumiu a titularidade no eixo da defesa portista. desde a lesão grave de Marcano e, de forma discreta, foi ganhando o seu espaço. Esta noite foi tudo menos discreto, mas de forma positiva. Defensivamente fez uma exibição sem erros e ofensivamente é o que se sabe. Dois golos na conta e uma final para mais tarde contar aos filhos.

O MOMENTO: Mbemba aproveita o brinde de Vlachodimos, minuto 47

O FC Porto estava há poucos minutos a jogar com menos um e tinha entrado para a segunda parte ainda na expectativa. Até que, numa bola parada – arma tão famosa no Dragão –, Mbemba aproveitou um brinde de Vlachodimos e cabeceou de forma certeira para a baliza.

OUTROS DESTAQUES

Corona 

Que época do mexicano. A qualidade que demonstrou durante estes largos meses voltou a evidenciá-la esta noite em Coimbra. Com a bola nos pés a qualidade já não é de agora. Só que Corona não é só importante nessa fase. Luta e batalha como se fosse um carregador de pianos, quando na verdade é um artista de primeira classe.

Otávio

Teve ali um momento de descontrolo emocional aquando da expulsão de Luis Díaz, mas também ele sai daqui com nota positiva. Jogou com total liberdade no meio-campo portista e foi juntamente com Corona que o FC Porto criou as melhores jogadas na primeira parte. Depois, claro, assumiu um papel menos criativo quando os azuis se viram a jogar com menos um, mas manteve a qualidade.

Pepe

A velha raposa do costume. Pepe está careca de jogar finais e isso voltou a ser extremamente importante esta noite. Imperial a defender, assumiu um papel extra na segunda parte quando foi preciso colocar gelo no jogo e deixar o cronómetro tratar do resto.

Luis Díaz

Não fica bem na fotografia o colmbiano, na primeira final que jogou de dragão ao peito. Nos 38 minutos que esteve em campo, esteve mais discreto do que o habitual, ele que até esteve em dúvida até à hora da partida. A isso juntou a tal expulsão aos 38 minutos, isto depois de ter visto o segundo amarelo após uma entrada dura e imprudente sobre André Almeida.

Rafael Vaz / Estádio Cidade de Coimbra