*Por Isabel Marques Nogueira


Paulo Cadete, treinador adjunto do Académico de Viseu, em declarações na sala de imprensa do Estádio do Fontelo, após a vitória por 1-0 frente ao Desp. Chaves, nos oitavos de final da Taça de Portugal:

«O futebol para mim não são estatísticas. Justos vencedores, primeiro. Uma primeira parte equilibrada, de parte a parte, o Desp. Chaves tem, realmente um lance de perigo ali por volta dos 30 minutos, numa saída rápida, aparecem com mais homens dentro da pequena área. Falharam. É um lance de perigo sim, contra nós, mas uma primeira parte algo morna até.

Faltou-nos alguma intensidade, alguma competitividade, estávamos um bocadinho doentes nas segundas bolas, estávamos lentos a pensar com bola, mas mesmo assim conseguimos criar três, quatro, situações de finalização em cruzamento, com Luisinho, portanto, a primeira parte acaba por ser equilibrada.

O Desp. Chaves se calhar com um pouco mais com bola, mas, isso passa-me ao lado, interessa-me a minha organização em termos defensivos, porque trabalhamos todos os momentos de jogo e estamos preparados para qualquer momento de jogo, seja em posse, sem posse, em transição ofensiva ou transição defensiva. Estivemos fortíssimos nesse aspeto, demos essa abébia na primeira parte.»

«Na segunda parte entrámos muito melhores, muito mais intensos, muito mais competitivos, claramente. Logo nas primeiras bolas demonstrámos que estávamos com outra atitude e depois acabámos por ser felizes numa bola parada, mérito nosso, mérito da nossa finalização.

Depois do golo, sinceramente, o Desp. Chaves fez duas ou três substituições, fez futebol direto, nós preparados para isso, muito bem adaptados, prontos, concentradíssimos e não me recordo de grande lance de perigo que tenha havido uma bola ou outra a passar ali, mas muito bem a nossa linha defensiva, nas coberturas, na leitura da profundidade.»

«Ficámos um pouco mais disponíveis para a transição ofensiva onde poderíamos ter sido mais felizes, não fomos, poderíamos ter ampliado o marcador, não soubemos finalizar da mesma forma. Queríamos passar esta eliminatória, queremos sonhar, porque também era muito importante para o clube fazer um pouco de história e, acima de tudo, penso que fomos justos vencedores.

O nosso foco é continuar a sonhar, só que para sonhar temos que fazer pelos sonhos, não basta só sonhar e foi isso que pedi aos jogadores, porque mais do que pressão era serem felizes a jogar, terem prazer a jogar, desfrutarem do jogo e lutar por um sonho que é um sonho nosso, porque é legítimo e porque estamos cada vez mais perto das fases finais, da final, neste caso.»

Redação Maisfutebol / Estádio do Fontelo, Viseu