O ainda ministro em gestão das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, está convicto que o país perderá competitividade se este sair de Lisboa e se tornar uma realidade na Ota, apesar de remeter para daqui a alguns anos, caso volte ao Governo, a decisão sobre a construção, ou não, do novo aeroporto para substituir o da Portela.

O motivo diz achar ser «claro para todos». Ou seja, prende-se com o «facto de Lisboa estar numa ponta da Europa e do ponto de vista físico isso seria acentuado com essa distância. Os tempos de percurso são uma variável fundamental», refere.

No entanto, não é esta convicção que o leva a confirmar que abandonará a ideia de avançar com o projecto caso volte, depois das eleições, ao Ministério. «Só tomo decisões com a informação à minha frente, porque acho que é isso que se deve de fazer em gestão. Seja ou não com o Governo em gestão, o que se deve fazer é decidir com a informação à frente. Quem estiver (no Governo), e espero que seja eu, estará cá para decidir».

«O que digo e insisto é que não há necessidade nenhuma de tomar decisões hoje, nem nos próximos meses sobre o aeroporto da Ota. O aeroporto da Ota necessita de decisões, de sim ou não, daqui a talvez três ou quatro anos. Neste momento, estão a decorrer com toda a normalidade, tal como o previsto, os estudos que apoiarão uma decisão futura sobre isso», afirmou António Mexia, reafirmando ainda acreditar que «a questão indispensável, porque acho que é isso que os portugueses exigem, é que resolvamos os problemas não que teremos daqui a cinco anos, mas aqueles com que se vêem confrontados no dia-a-dia. Essa é a minha principal preocupação: tomar todas as decisões de problemas que têm que se tomar hoje».
Monica Freilão