O Banco Central Europeu (BCE) pode ainda baixar as suas taxas de juro, mas não muito além do nível actual, disse esta terça-feira o membro do Conselho de Governadores da instituição, Jürgen Stark.

«Temos ainda um pouco de margem de manobra para baixar de novo as taxas. Mas, para mim, o limiar não se afasta do que temos actualmente», disse ao jornal alemão Handelsblatt, citado pela Lusa.

Recorde-se que no princípio de Março, o BCE voltou a baixar as suas taxas, com a principal a descer até 1,5% , o nível mais baixo desde a criação do banco.

Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, chegou a admitir uma nova baixa das taxas, mas não disse quando. No entanto, vários responsáveis manifestaram reservas em ver a taxa descer demasiado baixo, apesar da Reserva Federal norte-americana (Fed) ter aproximado as suas taxas de zero e do Banco de Inglaterra parecer estar em vias de fazer o mesmo.



Mas «com uma taxa demasiado baixa, não conseguiremos reactivar o mercado interbancário», avançou antes de garantir que «os bancos comerciais irão desenvolver as suas actividades apenas pela via do banco central», em vez de voltar a emprestar dinheiro entre eles.

«Apesar da taxa directora ser mais elevada, as condições de financiamento na Zona Euro são mais favoráveis do que no Reino Unido ou nos Estados Unidos», nomeadamente para os créditos às empresas a médio e longo prazo, adiantou Stark.

Os bancos deveriam aliás «repercutir mais nos empréstimos às famílias» as descidas das taxas decididas pelo BCE desde Outubro, considerou este responsável do BCE.