A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech tem 90% de eficácia, anunciou a farmacêutica esta segunda-feira.

Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade. Os primeiros resultados da fase 3 de ensaios clínicos da nossa vacina contra a covid-19 fornecem a prova inicial de que a nossa vacina tem a capacidade de prevenir a covid-19", disse Albert Bourla, CEO da Pfizer, citado pelo The Guardian

Estamos a chegar a este marco crítico no nosso programa de desenvolvimento da vacina numa altura em que o mundo mais o necessita, com a maioria das taxas de infeção a atingirem novos recordes, os hospitais no limite da capacidade e as economias a lutarem para reabrir", acrescentou o responsável.

A alta percentagem de proteção contra a doença é inesperada: até a data, a maioria dos reguladores ao nível da saúde admitia aprovar uma vacina que fosse 50% eficaz, protegendo metade daqueles a quem fosse administrada. 

Os ensaios clínicos da Pfizer deverão ainda prosseguir, pelo que há possibilidade de a taxa de eficácia da vacina se alterar. Os ensaios clínicos da fase 3 envolveram mais de 43 mil pessoas e, segundo a farmacêutica, as pessoas de minorias étnicas parecem estar tão bem protegidas quanto as restantes. 

Os resultados desta última fase de testes deverão estar concluídos até ao final de novembro, segundo a Pfizer, e deverão nessa altura ser submetidos aos reguladores, pelo que a vacina poderá mesmo estar acessível a profissionais de saúde antes do final do ano. 

Os testes da vacina têm decorrido nos Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Argentina, África do Sul e Turquia, e demonstraram que uma proteção de 90% contra a covid-19 é atingida sete dias depois da segunda dose.

A Pfizer acredita que conseguirá fornecer 50 milhões de doses da vacina no final de 2020 e cerca de 1,3 mil milhões até ao final de 2021. 

Bárbara Cruz