São vários os problemas que o Facebook enfrenta e que estão a ditar a sua queda em bolsa. Um deles é a saída do responsável pela segurança da rede social, noticiada esta segunda-feira à noite pelo The New York Times e que a Reuters diz que acontecerá, em definitivo, em agosto. O próprio não confirma, nem desmente, mas rapidamente reagiu no Twitter com um "ainda estou totalmente empenhado".

Apesar dos rumores, ainda estou totalmente empenhado no meu trabalho no Facebook. É verdade que o meu papel mudou. Atualmente, gasto mais tempo a explorat riscos de segurança emergentes e a trabalhat na segurança eleitoral".

 

Alex Stamos foi um forte defensor, dentro da empresa, da investigação da disseminação de informações falsas e desinformação através daquela rede social, nomeadamente as alegadas manipulações feitas pela Rússia nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Ora, no último fim de semana, o Facebook anunciou que suspendeu o acesso da Cambridge Analytica, uma empresa de análise de dados que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump em 2016 e que está a ser acusada de ter recolhido informações pessoais de milhões de utilizadores da rede social, sem o seu consentimento.

É no meio disto tudo que se noticia a saída do responsável pela segurança do Facebook. A concretizar-se, será o primeiro alto cargo a cair, desde que se instalou a polémica sobre a desinformação na rede social. Um sinal de que a tensão está a aumentar ao mais alto nível na empresa de Mark Zuckerberg que, pelo menos por enquanto, se tem mantido em silêncio.

As ações do Facebook, essas, já se têm ressentido. Esta segunda-feira, começaram a cair 5% e afundaram ainda mais no final da sessão, quase 6,8%, afetadas precisamente por essas revelações e ainda antes de se saber da saída quase iminente de Alex Stamos.

/ VC