A maioria (72%) dos utilizadores de internet acedeu, em 2016, à rede em equipamentos portáteis fora de casa e do local do trabalho, o que representa uma subida de 37 pontos percentuais face a 2012, revela esta segunda-feira o INE.

A proporção agora obtida iguala a atingida pela UE-28 no ano anterior” e reflete um aumento de 37 pontos percentuais face a 2012, representando um crescimento “mais rápido” do que o observado para a União Europeia, afirma o Instituto Nacional de Estatística, no Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias realizado em 2016.

Segundo os dados, o telemóvel ou 'smartphone' (68%) e o computador portátil (73%) são os equipamentos mais referidos pelos utilizadores para aceder à rede.

Já o computador de secretária e o ‘tablet’ são apontados por 46% e 44% dos utilizadores de internet.

Fazer pesquisas e ver programas de televisão pela internet são atividades indicadas por, respetivamente, 62% e 60% dos utilizadores de internet através de uma ‘smart tv’.

Outra conclusão do estudo aponta que 74% dos internautas participam em redes sociais, evidenciando um aumento de 17 pontos percentuais (p.p.) face a 2011 e um distanciamento crescente relativamente à média da UE-28 (63% no ano anterior).

Também a partilha de conteúdos criados pelos internautas via ‘website’, uma atividade realizada por 57% dos utilizadores, é superior ao registado na média da UE-28: em 2015, 62% face a 37%, para a UE (mais 25 p.p.)

Na utilização da internet para telefonar, Portugal tem vindo a aproximar-se da média europeia, registando proporções semelhantes à UE-28 em 2014 e 2015.

Nestes dois períodos, 37% dos utilizadores de internet em Portugal e na UE-28 fizeram telefonemas ou chamadas de vídeo pela internet”, refere o INE, sublinhando que o indicador obtido para Portugal em 2016 (39%) revela um crescimento de 13 p.p. face a 2010.

Sobre a proteção de dados pessoais na internet, o estudo aponta que 80% dos utilizadores tomaram medidas para se proteger.

Mais de metade dos utilizadores limitou o acesso ao perfil e conteúdos pessoais colocados em redes sociais (57%), verificou a segurança dos ‘websites’ utilizados (52%) ou expressou a sua vontade em não autorizar que a sua informação pessoal fosse utilizada para fins publicitários (52%)”, refere o INE.

Cerca de metade (49%) das pessoas que utilizaram internet, nos 12 meses anteriores à entrevista, disseram ter disponibilizado informação pessoal na internet nesse período, sendo os dados pessoais (como o nome, data de nascimento ou o número do cartão de identificação) os que mais utilizadores (39%) forneceram pela internet.

Analisando a utilização de “computação em nuvem”, o INE verificou que Portugal estava, em 2015, em igualdade com a média da UE-28, existindo 31% de internautas, em Portugal e na UE, a usar espaço de armazenamento na internet para guardar ficheiros.

Realizado anualmente, o inquérito do INE envolveu uma amostra de 7.642 famílias representativa dos agregados familiares residentes em Portugal.