Uma falha técnica na aplicação da Uber fez com que algumas viagens se tornassem cem vezes mais caras do que o orçamento inicial, em San Diego e Washington, nos EUA. O erro provocou uma onda de protestos nas redes sociais.

Um utilizador do Twitter contou que a Uber debitou 10 mil dólares (cerca de 9 mil euros) do cartão da esposa, depois de uma viagem que deveria der custado 96,72 dólares (86,23 euros).

 

Este não foi o único caso a merecer uma reclamação. Vários utilizadores reportaram situações semelhantes e, em algumas instâncias, as quantias foram tão elevadas que ativaram os alertas de fraude dos bancos em que os clientes tinham contas.

A falha não aconteceu apenas em contas com números elevados. Uma utilizadora do Twitter contou que lhe foram retirados do cartão 1.905 dólares (cerca de 1.700 euros), em vez dos 19,05 dólares (17 euros) que deveriam ter sido cobrados.

Para piorar a situação, de acordo com a BBC, os queixosos afirmaram que não conseguiram contactar nenhum serviço da Uber para reaver o dinheiro.

O erro foi rapidamente corrigido pela plataforma, que já veio a público garantir que as contas seriam reajustadas para que os passageiros pagassem apenas a taxa anunciada, e que nenhum dos lesados terá de entrar em contato com seus bancos para resolver o problema.

Mark Smith, diretor de operações do jornal The Washington Post, foi uma das vítimas do problema técnico e disse que a situação lhe ensinou pelo menos uma lição: não se deve vincular um cartão de débito a uma conta Uber. Isto porque, ao contrário do que acontece com os cartões de crédito, o dinheiro é imediatamente retirado da conta bancária e pode levar mais de 24 horas para que qualquer valor reclamado seja devolvido.

 

/ SL