Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suíça, modelaram completamente o metabolismo do parasita da estirpe mais mortífera da malária, o que poderá funcionar como ferramenta para o desenvolvimento de novas terapias que contornem a resistência aos medicamentos.

Muitos dos parasitas da malária desenvolvem resistência aos medicamentos e uma estratégia promissora pode ser atacar o metabolismo do parasita, mas tem sido complicado atuar sobre a sua genética. Os cientistas da Escola suíça desenvolverem o primeiro modelo matemático de um parasita da malária, que integra com precisão a genética e o metabolismo, abrindo portas para um novo tratamento da doença.

O modelo baseia-se no mais mortal dos parasitas da malária, o “plasmodium falciparum” e é hoje publicado no jornal “Plos Computational Biology”.

Segundo a publicação, já se fizeram esforços intensos de pesquisa para mapear as enzimas metabólicas dos parasitas “plasmodium” mas o metabolismo mostrou ser muito versátil e complexo.

O novo modelo matemático é da responsabilidade de Vassily Hatzimanikatis, de Lausanne, com outros colegas de Genebra e Berna.

Os parasitas da malária infetam várias células ao longo do seu ciclo de vida, exibindo diferentes pontos de vulnerabilidade em cada estágio. Mas até agora ainda não tinha sido feita uma tentativa abrangente de investigar as enzimas que são consistentemente vulneráveis.

Ao estudarem os parasitas os cientistas olharam para a forma como produzem e usam energia para as suas reações metabólicas. Esta abordagem pode ajudar a identificar quais as funções metabólicas essenciais em cada estádio de infeção.

Os cientistas podem portanto modelar, pela primeira vez, a bioenergética do metabolismo do “plasmodium falciparum”, predizendo com uma precisão sem precedentes, que genes são indispensáveis em cada função biológica do parasita.

/ PP