A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla original) aprovou esta sexta-feira a utilização de vacinas da Pfizer para pessoas entre os 12 e os 15 anos.

A recomendação do regulador europeu é a mesma dada às pessoas com mais de 16 anos, e que consiste na administração de duas doses, separadas por pelo menos três semanas.

Os efeitos da vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech foram investigados num estudo com 2.260 crianças entre os 12 e os 15 anos, seguindo o protocolo da farmacêutica americana, que está de acordo com as normas do Comité Pediátrico da EMA.

O ensaio mostrou que a resposta imunitária nesta faixa etária é comparável com a imunidade dos 16 aos 25 anos", refere o comunicado.

Segundo a EMA, a vacina revelou uma eficácia de 100%, ainda que seja admitido que essa taxa possa variar entre os 75% e os 100%.

Os efeitos secundários mais comuns nesta população são similares aos adultos jovens, como sejam dor no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, dores musculares, calafrios ou febre.

Estes efeitos secundários costumam ser ligeiros ou moderados e melhoram em poucos dias após a toma da vacina", informa a agência.

Assinalando que o ensaio não foi grande suficiente para uma possível deteção de efeitos secundários raros, a EMA diz que os benefícios ultrapassam largamente os potenciais prejuízos da toma da vacina.

Caberá agora a cada um dos Estados-membros da União Europeia decidir se vão alargar os respetivos planos de vacinação à faixa etária 12-15 anos.

O anúncio foi feito pelo chefe da Estratégia de Vacinas e Ameaças Biológicas para a Saúde da EMA, Marco Cavaleri, numa videoconferência de imprensa, transmitida da sede da agência, em Amesterdão, na Holanda, após a reunião extraordinária do Comité de Medicamentos para Uso Humano.

António Guimarães