A 18 de dezembro um meteoro entrou na atmosfera da Terra com velocidade de 32 km/s, transformou-se em uma bola de fogo e explodiu a cerca de 25,6 km de distância da superfície do planeta, na região do Mar de Bering, extremo norte do Oceano Pacífico.

De acordo com a NASA (Agência Espacial Americana), a explosão libertou 173 quilotoneladas de energia, cerca de 10 vezes mais que a bomba nuclear de Hiroshima. Essa foi a segunda explosão mais poderosa registada em 30 anos e só foi divulgada esta segunda-feira pela agência.

A primeira aconteceu em 2013, quando uma rocha espacial explodiu a cerca de 50 quilómetros da cidade russa de Chelyabinsk e libertou uma energia de 440 quilotoneladas, gerando uma onda de impacto que partiu janelas e causou ferimentos em cerca de 1.200 pessoas.

O piloto e consultor de aviação da Universidade de Oxford Simon Proud publicou no Twitter uma imagem capturada pelo satélite japonês de Himawari que mostra o movimento da bola de fogo.

Missão de acompanhamento

Em 2005, o congresso americano designou à NASA a missão de acompanhar, até 2020 pelo menos, 90% das rochas espaciais com tamanho de 140 metros ou mais que sobrevoem e possam cair na Terra.

Mas, o acontecimento no mar de Bering mostrou que grandes meteoros podem colidir com o planeta sem qualquer aviso prévio. Para melhorar a rede de acompanhamento, a Nasa está a desenvolver o observatório espacial NeoCam (Câmara de Objetos Próximos à Terra), que deve ser lançado em 2021.

Assim que o meteoro for detetado, a agência consegue identificar onde este pode cair e acompanhar as bolas de fogo, termo astronómico utilizado para rochas espaciais que entram na atmosfera e deixam um rastro luminoso que pode ser visto desde a superfície do planeta.

A NASA criou um mapa que mostra as principais ocorrências de bolas de fogo desde abril de 1988 até hoje. As duas maiores ocorrências estão destacadas a vermelho no gráfico da agência americana. 

Gráfico da NASA