A primeira escola de drones em África abriu este mês no Malawi.

A academia, que abriu a 13 de janeiro em Lilongwe, é um projeto da Unicef em parceria com o instituto politécnico norte-americano Virginia Tech. A iniciativa pretende utilizar esta tecnologia em prol do desenvolvimento da comunidade africana.

De acordo com a diretora executiva da Unicef, Henrietta Fore, a Academia Africana de Drones e Dados (ADDA, na sigla em inglês) “será fundamental para preparar os jovens com as capacidades que necessitam para usar esta tecnologia em beneficio próprio e das suas comunidades”.

Os serviços humanitários em África podem beneficiar significativamente da sua aplicação", vincou a responsável.

A escola aresenta um curso de 12 semanas, durante os qual os alunos aprendem a utilizar os drones para fins humanitários e comerciais. 

A ideia é preparar 150 jovens para construir e pilotar drones até 2021.  

A primeira turma é constituída por 16 alunos do Malawi e 10 de outras zonas do continente africano. Mais de metade dos estudantes são mulheres licenciadas nas áreas de ciências, tecnologias e engenharias. É o caso de Anne Nderitu, que tirou a licenciatura em Engenharia Aeronáutica, no Quénia.

Quero aliar o conhecimento que adquiri na licenciatura à formação que vou ter em drones e aplicá-lo em projetos que estão ligados ao saneamento das águas. Gostava de me focar nas comunidades que sofrem com as inundações, recolher imagens através dos drones para ter mais informação acerca das condições em que vivem e encontrar soluções”, explicou a estudante, de 25 anos.

Para 2022, a Unicef deseja que a academia inicie um mestrado, sem qualquer custo de matrícula, com um plano de estudos focado na utilização de drones em missões humanitárias.

/ PC