A Linha Ajuda, serviço de atendimento telefónico e online sobre perigos na navegação na internet, já recebeu 20 contactos, com pedidos de ajuda a abranger temas como assédio sexual ou «ciberbullying», quase exclusivamente de adultos, escreve a Lusa.

Os pedidos de ajuda são «muito transversais, desde o assédio sexual aos comportamentos aditivos, conteúdo nocivo, ciberbullying», disse esta sexta-feira à agência Lusa a presidente da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI), Patrícia Leão.

Um mês após o lançamento do serviço, a responsável referiu que cerca de 70 por cento dos contactos são telefónicos, o que equivale a 14 telefonemas, e o restante é através de email.

«O balanço é positivo, sendo que, dada a ausência de histórico, o que estamos a perceber é que crescemos», explicou ainda Patrícia Leão.

É sobretudo a classe etária de adultos que pede apoio à Linha Ajuda e, até agora, houve somente contacto de um jovem.

Os pedidos de ajuda ou de esclarecimento distribuem-se equitativamente pelo país e só do Norte não houve qualquer contacto, avançou Patrícia Leão.

O projecto Linha Ajuda, implementado pela FDTI, consiste num serviço de atendimento telefónico e online para crianças, jovens, pais e professores, criado com o objectivo de sensibilizar para a prevenção na navegação online apelando à consciência e à educação.

Caso sejam reportadas «ocorrências graves», a equipa da Linha Ajuda «encaminhará as mesmas para as entidades competentes, como a Associação de Apoio à Vítima [APAV], o Instituto de Apoio à Criança [IAC] ou a Polícia Judiciária».

O serviço Linha Ajuda funciona através do número de telefone 808 919 090, disponível nos dias úteis das 14:00 às 19:00, do site http://linhaajuda.internetsegura.pt e do endereço de correio eletrónico linhaajuda@internetsegura.pt.
Redação / PP