Depois do sucesso na rapidez em desenvolver uma vacina contra a covid-19, a Pfizer aposta em nova descoberta inovadora. Em entrevista à CNBC, o diretor-executivo da farmacêutica norte-americana, Albert Bourla, apontou para o final deste ano para que possa se anunciado um antiviral eficaz no tratamento da doença.

Os ensaios correm a bom ritmo, nos Estados Unidos e na Bélgica, e o responsável máximo da Pfizer acredita que os medicamentos também vão funcionar contra as novas variantes que têm vindo a ser detetadas.

Por agora, a farmacêutica está a testar dois fármacos diferentes, que também serão administrados de formas distintas. Um deles funcionará por injeção, enquanto outro será administrado por via oral, como um comprimido normal.

É precisamente esta última hipótese aquele que mais agrada à Pfizer, uma vez que, e segundo Albert Bourla, "traz várias vantagens", sendo a maior delas o facto de os doentes evitarem uma deslocação até ao hospital para que lhes seja administrada uma injeção. Assim, a empresa conta colocar o medicamento à venda nas farmácias, pelo que as pessoas poderiam tomá-lo como qualquer outro.

Para o diretor-executivo da empresa, a criação de um medicamento a ser administrado por via oral é um "fator decisivo", sendo que novidades mais concretas são esperadas no verão deste ano.

A Pfizer anunciou já este ano que tinha iniciado ensaios clínicos de fase 1 com o medicamento a que chamou PF-07321332, e que atua sobre a protease, uma enzima necessária para a reprodução do vírus, o que impede que as células virais se reproduzam, funcionando de certa forma como uma vacina, ainda que se aplique a quem já foi infetado com a doença.

Depois dos ensaios clínicos, o produto terá de ser submetido para aprovação dos diferentes reguladores.

António Guimarães