A Altice Portugal não detetou qualquer anomalia ou avaria que tenha "impactado" o serviço de Internet, cujo tráfego médio aumentou 20% desde o primeiro trimestre de 2020, altura do primeiro confinamento, disse esta segunda-feira fonte oficial à Lusa.

A Altice Portugal não detetou qualquer anomalia ou avaria que tenha impactado o fornecimento de serviço de internet, nem registou qualquer reclamação nesse sentido, além de casos pontuais de avarias comuns (por exemplo, causadas por situações atmosféricas adversas)", disse fonte oficial da dona da Meo, quando questionada sobre o tema.

O grupo salienta que "face ao expectável e progressivo aumento de tráfego na rede fixa nesta nova fase de confinamento imposta aos portugueses (...) encontra-se continuamente a acompanhar a situação, procedendo de forma continuada e antecipada a ampliações e reforços de rede adicionais de modo a garantir a qualidade das comunicações em função dos crescimentos de tráfego verificados ou esperados".

A dona da Meo sublinha que o tráfego de Internet, "em particular o associado ao segmento residencial, tem evidenciado uma tendência de aumento continuado e significativo ao longo dos anos", sendo que, desde o último confinamento, "o número de clientes da Altice Portugal, assim como os respetivos perfis de tráfego aumentaram, o que leva, inexoravelmente, ao aumento do consumo geral".

A Altice Portugal aponta que, "especificamente", no que se refere à comparação com o final do primeiro trimestre de 2020 - o primeiro confinamento aconteceu em março -, "o tráfego médio aumentou cerca de 20%".

A empresa assegura que "está a canalizar todos os esforços para garantir o funcionamento sem falhas das suas redes de comunicações", para garantir a "manutenção plena das melhores condições para o teletrabalho e para o ensino à distância", apesar do "momento difícil" que o setor atravessa, "com um ambiente regulatório hostil, resultado dos ataques graves por parte da Anacom e que ameaçam severamente a capacidade de investimento dos operadores".

Destaca que, "com as comunicações a assumirem-se enquanto serviço crítico e indispensável para o funcionamento do país, importa ainda recordar o vasto investimento autónomo e voluntário protagonizado pela Altice Portugal na expansão de redes ao longo dos anos, que se revelou crucial para que hoje seja possível dispor de infraestruturas resilientes, capazes de assegurar bons níveis de qualidade em todos os serviços".

Os operadores de comunicações eletrónicas podem a partir de limitar ou bloquear o acesso a serviços não essenciais à banda larga, como videojogos e plataformas digitais como Netflix, tendo em vista a necessidade de proteger serviços críticos do Estado, à semelhança do que aconteceu no primeiro confinamento de março de 2020 devido à pandemia de covid-19.

/ MJC