As autoridades russas anunciaram esta quarta-feira a intenção de "reduzir" o funcionamento do Twitter no país, acusando a rede social norte-americana de violar a lei ao recusar suprimir publicações consideradas "ilegais".

"No sentido de proteger os cidadãos russos e de obrigar o serviço de internet a se conformar com a legislação russa, foram tomadas medidas de resposta centralizadas a partir desta quarta-feira". A saber: redução da velocidade do serviço", indicou a autoridade para o funcionamento da internet e dos meios de comunicação social da Rússia, Roskomnadzor. 

A redução [da velocidade] vai ser aplicada em 100% dos aparelhos móveis e em 50% dos aparelhos fixos", refere o organismo recordando que tem poder para bloquear portais e serviços de internet na Rússia.

As autoridades russas criticaram o Twitter por não ter suprimido conteúdos "que incitam ao suicídio entre os menores de idade, pornografia de menores e informações sobre o uso de drogas", refere ainda o comunicado.  

O Roskomnadzor indica que enviou "mais de 28 mil pedidos de supressão sobre publicações ilegais" à empresa norte-americana, desde 2017, sem "qualquer efeito".

O organismo recorda também que a rede social Twitter não reagiu "aos apelos" sobre mensagens de suicídio coletivo ocorrido no passado dia 3 de março.

Se o Twitter continuar a ignorar as exigências da lei, as réplicas vão ser aplicadas em conformidade com o regulamento", acrescenta o Roskomnadzor.

As autoridades russas têm alertado outras redes sociais, nomeadamente o Facebook, Youtube e a chinesa Tik Tok, acusadas de difundir publicações ilegais de apoio ao oposicionista Alexei Navalny, preso na Rússia desde janeiro.

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