Um iceberg com 1270 quilómetros quadrados, maior do que a cidade de Nova Iorque, separou-se, esta sexta-feira, da placa de gelo Brunt, na Antártica. A separação foi acompanhada por cientistas da Base de Investigação Britânica da Antártica.

De acordo com a CNN, a separação deu-se num processo denominado de calving, quando um bloco de gelo se separa de outro a partir de uma fenda. Neste caso, a fenda era acompanhada pelos cientistas há vários anos e há muito tempo que esta separação era temida, mas aguardada, já que havia rachaduras no gelo com mais de 150 metros de largura.

Em novembro, os investigadores aperceberam-se que uma nova brecha no gelo, conhecida como Fenda do Norte, se aproximava de outra. No mês de janeiro, a Fenda do Norte cresceu cerca de um quilómetro por dia.

A base de investigação britânica está fechada durante o inverno antártico. E os investigadores foram retirados no início de fevereiro. A meio do mês, foi feito um voo de reconhecimento, que mostrou um crescimento a perder de vista da Fenda do Norte.

Por isso, a separação, esta sexta-feira de manhã, não constituiu propriamente uma surpresa. A placa de gelo move-se agora em direção ao mar a uma velocidade de cerca de dois quilómetros por ano. A sua trajetória é imprevisível.

Nas próximas semanas ou meses, o iceberg pode afastar-se ou pode encalhar e continuar perto da placa de gelo Brunt”, disse Jane Francis, diretora da base de investigação britânica.

Em 2017, um outro iceberg, ainda maior que este, separou-se da placa de Larsen C. No ano passado, a enorme massa de gelo começou a flutuar em mar aberto.

Manuela Micael